Ex-prefeito de Farroupilha entre 2021 e 2024, Fabiano Feltrin (PL) disputa sua primeira eleição para deputado estadual. Empresário e com atuação em entidades ligadas ao desenvolvimento econômico e ao turismo, ele afirma que pretende representar os interesses da Serra Gaúcha na Assembleia Legislativa.
Em passagem por Flores da Cunha nesta quarta-feira (16), Feltrin falou sobre a relação com o município, a experiência como gestor público, as diferenças em relação a outros candidatos da direita e as prioridades que pretende defender, como a desburocratização, o turismo e a geração de emprego e renda.
O Florense: Como é sua relação com Flores da Cunha?
Fabiano Feltrin: Minha relação com Flores da Cunha se fortaleceu ainda mais durante o período em que fui prefeito de Farroupilha, de 2021 a 2024, e presidente da Associação dos Municípios da Serra Gaúcha, que reúne 49 municípios. Especialmente durante a pandemia (de covid-19), que foi o pior momento da humanidade, essa atuação me aproximou ainda mais de Flores. Já tínhamos muitos amigos, parentes e clientes aqui, além dos trabalhos beneficentes que realizo como palestrante e artista, interpretando Elvis Presley. Temos uma relação muito grande com instituições como Mão Amiga e Liga de Combate ao Câncer. Flores da Cunha tem, além dessa ligação fraterna, um potencial muito grande na indústria e no comércio. É uma cidade extremamente relevante e vizinha de Farroupilha. Pretendo que a Serra Gaúcha tenha o amparo necessário de alguém que seja da região e compreenda que as demandas daqui são diferentes das de outras partes do Estado.
O que o motivou a disputar uma vaga na Assembleia Legislativa neste momento?
Tenho orgulho de ter sido demandado não apenas pela minha agremiação partidária, mas também pela região. Atuo muito como voluntário em entidades relacionadas ao desenvolvimento econômico e ao turismo. Sou empresário e tenho aproximadamente 20 marcas, em diferentes segmentos. Mas existem áreas que me atraem ainda mais, como o turismo e o desenvolvimento econômico, porque são caminhos para gerar emprego, renda e qualidade de vida. Acredito que o projeto social mais importante é o cidadão ter cidadania, emprego, renda e condições de proporcionar à família uma educação de qualidade e uma saúde que atenda às suas necessidades. Minha candidatura a deputado estadual tem muito mais relação com a Serra Gaúcha do que propriamente com o Estado inteiro. Quero estar próximo das pessoas da região e mostrar o quanto a Serra é relevante, inclusive para o orçamento estadual. Quero ser uma voz da Serra Gaúcha na Assembleia Legislativa.
Na Serra, a disputa entre candidatos de direita tende a ser bastante concentrada. O que diferencia sua candidatura?
Acredito que todos os candidatos têm suas fortalezas, mas nenhum consegue alcançar os 360 graus de experiência que eu tenho. Comecei como lavador de carros, fui político, empresário e hoje tenho atuação em aproximadamente 20 marcas. Consigo transitar por áreas sensíveis da sociedade, como educação, saúde, segurança, desenvolvimento econômico e turismo. Como prefeito, trouxe as salas Google e as cadeiras de empreendedorismo para Farroupilha. Coloquei o município como referência em educação e peguei o hospital (São Carlos) em um período muito difícil, com R$ 46 milhões em dívidas, e hoje ele se tornou uma referência para 34 municípios, inclusive Flores da Cunha. Além dos resultados, acredito que existe algo ainda mais relevante: gostar de atender as pessoas e ter conhecimento para buscar novas oportunidades para a Serra Gaúcha. Gramado soube explorar muito bem o turismo, e nós ainda estamos devendo nesse aspecto. Precisamos desenvolver melhor esse setor.
Que outras áreas o senhor pretende defender?
Uma delas é a desburocratização das políticas públicas. Ouvimos frequentemente da classe empresarial que existem muitas dificuldades relacionadas a licenças ambientais, demora nos processos e excesso de burocracia. Como prefeito, implementei políticas de desburocratização. Eliminamos o uso de papel na prefeitura. Foi uma política que acabou sendo adotada pelo Estado. Também criamos o Centro Dia do Idoso, uma política pública voltada a pessoas em situação de vulnerabilidade. A população está vivendo mais, felizmente, mas isso exige mais investimentos e políticas públicas para a terceira idade. Por isso, acredito que, pela experiência que tenho, consigo responder às demandas ou indicar caminhos. Tenho preparo para exercer o mandato e contribuir com a região.
A duplicação da ERS-122 é uma das principais reivindicações de Flores da Cunha, mas não está contemplada na atual concessão. É possível atuar por esta obra?
Isso não aconteceu (na concessão) porque não tínhamos representatividade. Esse é o único motivo. Os investimentos que a CSG está fazendo em Farroupilha talvez sejam maiores que os de Caxias do Sul porque eu me envolvi diretamente. Se eleito, pretendo ter um gabinete meu, da Assembleia Legislativa, em Flores da Cunha. Isso facilitará o diálogo não apenas com os órgãos oficiais, mas também com a concessionária CSG, para encontrarmos os melhores caminhos indicados pela comunidade. Tenho certeza de que o que faltou foi representação estadual para fazer essa ligação entre prefeitos, vice-prefeitos, o Estado e a concessionária. É por isso que fico feliz em poder oferecer a Flores da Cunha alguém que conheça e tenha compromisso com as dores do município.
A falta de mão de obra também é uma reclamação recorrente na Serra. Como enfrentar esse problema?
Todas as empresas que visitamos colocam a falta de mão de obra como um dos principais problemas, muitas vezes o principal. Precisamos melhorar questões que dependem do Estado, como a oferta de moradias para trabalhadores. Como trazer pessoas de outras regiões se não tem onde morar? É
Eleições 2026:
Na cobertura das Eleições 2026, O Florense realiza uma série de entrevistas com os candidatos a deputado estadual e federal que visitam Flores da Cunha e Nova Pádua desde o período de pré-campanha. O espaço permanece aberto a todos os postulantes que procurarem a redação para participar da série. Confira as entrevistas:
- Eriane Pacheco (PSB) – “A política pode transformar vidas”
- Moacir Ascari Fera (Republicanos) – “Flores da Cunha sente falta de ter uma voz própria”
- Leandro Golin (PL) – “Quero mostrar que a inclusão precisa estar em todas as áreas”
- Comandante Nádia (PL) – “Mulheres fazem política todos os dias”
- Germano Rigotto (MDB) – “Hoje se debate mais nomes do que projetos”
- José Fortunati (PT) – “Não dá para ficar dialogando somente com os seus”
- Marisol Santos (PSDB) – “A Serra precisa ter cada vez mais voz”
- Diogo Siqueira (PL) – “Os municípios menores da Serra precisam ter uma voz mais forte em Brasília”
- Claudio Branchieri (PL) – “Defendendo menos poder para os políticos e mais liberdade para as pessoas”
- Maurício Marcon (PL) – “
- Divaldo Lara (Republicanos) – “Não precisa votar em louquinho da direita”
- Luis Fernando Rosa (PDT) – “Quero ser um pré-candidato da Serra”
- Carlos Gomes (Republicanos) – “Precisamos avançar na renegociação da dívida dos estados”

