Sem votações em pauta, a sessão da Câmara de Vereadores de Flores da Cunha de quarta-feira (27) foi monotemática. Além de expressar seus sentimentos e memórias com a Igreja Matriz de Flores da Cunha, destruída por um incêndio na segunda-feira (25), os vereadores aproveitaram para esclarecer a situação dos bombeiros no município.
Mais de um parlamentar relatou ter ouvido questionamentos da população sobre a ação dos bombeiros. Eram dúvidas sobre a demora, equipamentos e hidrantes. Algo compreensivo diante da aflição de ver a destruição da igreja centenária.
Na tribuna, o vereador Oscar Francescatto (PL) admitiu que ele próprio fez vários questionamentos. Por isso, foi pessoalmente no quartel para conversar e compreender a situação dos bombeiros de Flores da Cunha na tarde de quarta-feira (27).
— O caminhão deles é de 2025 e ainda tem cheiro de novo. Eles fizeram um trabalho dentro de suas condições, e o pároco (frei Jadir Segala) também me falou que eles fizeram todo o possível. Mas, quando as chamas já estão altas, há pouco o que ser feito — lamentou o vereador.
Um dos pontos de dúvida era sobre um caminhão com escada que permitisse jogar água no telhado. No Rio Grande do Sul, só existem dois veículos com esta escada de 42 metros, um em Porto Alegre e outro em Caxias do Sul — que foi acionado a atender na ocorrência.
— Acredito ser de extrema importância esta defesa dos bombeiros. Esta escada que custa mais de R$ 8 milhões. Os bombeiros, assim como a Brigada Militar, tem defasagem de efetivo, quem dirá ter uma Escada Magirus — corroborou o vereador Deivid Schenato (PP).
O vereador Francescatto apontou que Flores da Cunha deveria ter 18 bombeiros, mas atualmente conta com apenas 12 militares. Esta falta de seis bombeiros é uma dificuldade encontrada para completar a escala diária. O parlamentar também lembrou que, além de Flores da Cunha, o quartel local também atende Nova Pádua, Antônio Prado e Ipê.
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