O incêndio que destruiu parte da Igreja Matriz Nossa Senhora de Lourdes, em Flores da Cunha na última segunda-feira (25), abalou moradores de todo o Estado. Em Nova Pádua, município que se emancipou de Flores da Cunha e mantém fortes vínculos históricos, pela fé, imigração e vida comunitária, o episódio foi recebido com tristeza e solidariedade.
O pároco da Paróquia Santo Antônio, padre Ilvo Bottega, acompanhou o incêndio ainda nas primeiras horas, por meio de mensagens e imagens compartilhadas entre moradores da região.
— Fiquei sabendo pelas mensagens que começaram a circular nos meios de comunicação e também por pessoas que me enviaram vídeos e fotos pelo WhatsApp — relata.
Para o sacerdote, a destruição de parte da igreja atinge diretamente a história construída pelas comunidades ao longo das gerações.
— A nossa história foi construída em torno das igrejas, que sempre foram ponto de encontro e de oração. Muitas pessoas se conheceram nesses espaços. Por isso, a igreja representa fé, mas também comunidade, convivência e a caminhada de um povo que construiu sua história com amor e união.
“Veremos novamente essa igreja de pé”
Em meio à comoção provocada pela tragédia, o padre destaca a necessidade de união entre os fiéis neste momento de reconstrução.
— A reação, a partir de agora, deve ser de força e união. Somos parte do corpo da Igreja e Cristo é a cabeça dessa Igreja. Pode ter queimado o prédio, mas não queimou a fé de um povo que permanece firme na caminhada — destaca.
O pároco deixa uma mensagem aos fiéis.
— A tristeza tomou conta de todos, mas temos um longo caminho pela frente, que precisa ser construído com fé, esperança e confiança. O início é difícil, mas nada deve nos abalar. Como diz o Salmo 23: “O Senhor é meu pastor e nada me faltará”. Com coragem e determinação, veremos novamente essa igreja de pé, o que também deve fortalecer ainda mais a união das nossas comunidades — conclui.
Solidariedade da Câmara
Os vereadores também manifestaram solidariedade ao município vizinho de Flores da Cunha após o incêndio que atingiu a Igreja Matriz Nossa Senhora de Lourdes. O episódio repercutiu no Legislativo.
— Infelizmente ninguém está isento de certos sinistros, mas com certeza, Flores da Cunha é grande e terá força para a reconstrução — destacou o líder do governo, Vivaldo Sonda (MDB).
— Me solidarizo com os munícipes de Flores da Cunha, são anos de trabalho de muitas pessoas. Se acontecesse com a nossa igreja o quão sentido ficaríamos? É um povo muito trabalhador, de fé inabalável, é mais um trabalho a ser feito para recuperar esse marco tão importante — destacou o vereador Cristhian Rancan (PP).
— Minha solidariedade à comunidade florense. Temos que tentar não ver isso como uma punição, mas fica a reflexão de um pedido por mais união. Sempre que ocorre uma tragédia as pessoas se unem para reconstruir. Nas coisas boas, do dia a dia, talvez também precisemos de mais união — destacou a vereadora Giseli Boldrin Rossi (PP).
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