Desde o incêndio que atingiu a Igreja Matriz de Flores da Cunha, em 25 de maio, a comunidade tem se mobilizado em torno de um objetivo comum: reconstruir um dos principais símbolos históricos, culturais e religiosos do município.
Entre as iniciativas que surgiram para apoiar esse processo, uma ganha destaque digital: no Instagram, foi criado o perfil @reconstruirigrejaflores com o propósito de unificar todas as informações relativas ao processo de reconstrução, dar transparência e alcançar mais apoiadores.
A proposta nasceu dentro da Bico Oficina Criativa. A partir da percepção de que faltavam informações sobre o andamento da reconstrução, os irmãos e sócios-diretores Maurício, 37, e Márcio Rossetto Vanelli, 43, decidiram atuar de forma voluntária, oferecendo suporte estratégico e operacional na criação e gestão do canal digital.
— A gente sempre procurou participar das movimentações da cidade. É uma forma de contribuir com a comunidade dentro daquilo que sabemos fazer melhor, que é a comunicação — afirma Márcio.
A ideia surgiu poucos dias após o incêndio. Em vez de apenas sugerir soluções, eles decidiram agir.
— Quando tudo aconteceu, começamos a pensar no que poderia ser feito. Em vez de só sugerir caminhos, decidimos nos colocar à disposição. Entramos em contato com o Diego Tonet (responsável pela comunicação da Comissão de Reconstrução) e oferecemos apoio — relata Maurício.
Em questão de dias, o perfil foi criado, junto com uma identidade visual para o projeto. Desde então, o canal é atualizado regularmente, reunindo informações sobre arrecadação, prestação de contas, campanhas e etapas do processo de reconstrução.
— Existe uma responsabilidade grande em comunicar. Não é só divulgar, mas organizar a informação, dar clareza e permitir que as pessoas acompanhem o que está sendo feito. Isso também é parte da reconstrução — reforça o diretor de criação, Márcio Vanelli.
“É melhor feito do que perfeito”
A escolha do Instagram como canal de comunicação está diretamente ligada ao comportamento do público e à forma como as pessoas consomem informação atualmente.
— Hoje, as pessoas passam horas por dia nas redes sociais. É onde elas se informam, se distraem e se conectam. O Instagram acaba sendo uma plataforma central nesse contexto, principalmente no Brasil — explica Maurício.
Ainda assim, os sócios reconhecem que não existe uma única rede ideal para todos os casos. A definição da plataforma depende do público-alvo e dos objetivos da comunicação.
— Cada rede tem sua função. O Instagram funciona muito bem para alcance e engajamento, mas outras plataformas também têm relevância dependendo da estratégia. O importante é entender onde está o público e como falar com ele — avalia Márcio.
A experiência destaca um aprendizado comum no mercado: a importância de estar presente no digital de forma consistente.
— Muita gente ainda não começou e já está atrasada. Mas o principal é dar o primeiro passo. A comunicação precisa acontecer, porque se a informação não chega, ela simplesmente não existe para o público — observa Márcio.
Os profissionais também destacam que a evolução no uso das redes ocorre com o tempo, a partir da prática e do aprendizado contínuo.
— É melhor feito do que perfeito. Começar é mais importante do que esperar pelo cenário ideal. Com o tempo, o conteúdo melhora — pontua Maurício.
Próximos passos
Com o andamento da reconstrução ainda concentrado em etapas técnicas, a produção de conteúdo segue em ritmo moderado. A expectativa é de que, com o início das obras físicas, o volume de informações visuais aumente.
— Neste momento, atuamos mais de forma reativa, apoiando conforme as informações chegam e os conteúdos postados pela imprensa. Quando a obra começar a avançar visualmente, isso tende a mudar — explica Maurício.
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