O novo Programa Municipal de Subsídios, sancionado em janeiro, já começa a beneficiar os agricultores de Nova Pádua. O incentivo reúne ações como horas-máquina e distribuição de insumos, com foco na fruticultura e na avicultura.
Um dos eixos mais sensíveis está na renovação de áreas produtivas. A legislação garante subsídio integral de até 50 horas de horas-máquina para a preparação do solo em projetos de fruticultura, limitado a meio hectare por propriedade. Etapas como terraplanagem e reorganização do terreno, que costumam representar parte significativa do investimento inicial, passaram a ser custeadas pelo município.
O secretário de Agricultura, Vancarlos Oro, afirma que o programa foi desenhado justamente para dar prioridade e facilitar a renovação de áreas produtivas.
— A lei incentiva sobretudo a nossa fruticultura. Se o pessoal quiser fazer uma renovação ou até mesmo trocar de cultivo, a secretaria oferece essas 50 horas 100% subsidiadas. A gente reforça que esse valor é para meio hectare. O munícipe enquadrado nos critérios vai receber toda a terraplanagem para construir o seu parreiral — reforça.
“Vem para beneficiar os agricultores“
O programa já altera o planejamento de produtores que dependem da renovação dos parreirais para manter a produtividade. Camilo Bisinella, 69 anos, morador do Travessão Bonito, decidiu avançar na reestruturação da propriedade onde vive com a esposa, Janete Baggio Bisinella, 64.
— Esse incentivo da Prefeitura é muito bom porque podemos renovar nossos parreirais com ajuda totalmente gratuita. A gente já tem cinco hectares aqui, e agora vamos poder expandir mais — conta.
Na propriedade, o cultivo é formado por variedades tradicionais da região, como Isabel, bordô, Seibel e Niágara.
O custo da preparação do solo foi decisivo no planejamento da reforma. Segundo o agricultor, sem o subsídio, a execução poderia ter sido adiada ou até inviabilizada.
— Se tivéssemos que pagar toda a terraplanagem seria um valor bem elevado. Não sei estimar com precisão, os preços variam muito, mas certamente seria difícil fazermos essa reforma — afirma.
Bisinella vê o incentivo como um fator de permanência no campo.
— Tem muitas parreiras que já não temos condições de trabalhar porque já estão muito antigas. Sem dúvida vai ajudar muito o pequeno produtor — conclui.

