Nove dias após as chuvas intensas que provocaram diversos danos em Flores da Cunha no dia 21 de setembro, a administração divulgou prejuízo de R$ 1,31 milhão em custos emergenciais já arcados pelo município para serviços essenciais de infraestrutura viária.
A tragédia climática registrou mais de 160 milímetros de chuva em menos de cinco horas, provocando alagamentos, deslizamentos, quedas de árvores e danos à infraestrutura viária em diferentes pontos do município. Entre os impactos registrados também estão a suspensão das aulas em 13 escolas municipais, afetando 3.280 estudantes e 350 professores, além da mobilização das equipes municipais para atendimento às ocorrências e recuperação das áreas atingidas.
Diante deste cenário, a Prefeitura decretou situação de emergência em todo o município. O Decreto Executivo nº 7.260 foi publicado nesta quarta-feira (30) e reconhece oficialmente o desastre classificado como “Tempestade Local/Convectiva – Chuvas Intensas”, além de estabelecer medidas para o atendimento à população e a recuperação das áreas afetadas.
Conforme os levantamentos que subsidiaram o decreto, 27 unidades habitacionais e três empresas foram atingidas, além do comprometimento de acessos, transportes e serviços públicos.
A declaração foi baseada em laudos técnicos, levantamentos das secretarias municipais, parecer da Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil e demais documentos que compõem o Formulário de Informações do Desastre (FIDE). O parecer técnico da Defesa Civil classificou o evento como de Nível II – Situação de Emergência, considerando a intensidade e os impactos provocados.
Com a medida, que tem vigência de 180 dias e pode ser prorrogada por igual período, o município poderá mobilizar todos os órgãos da administração para ações de resposta e reconstrução. Isso inclui a realocação de verbas previstas no orçamento e a busca por recursos e apoio junto aos governos estadual e federal.
Relembre
O município ainda se encontra em situação de emergência em razão da tempestade de Mato Perso, registrada em 28 de julho. No episódio foram considerados prejuízos de mais de R$ 4,8 milhões, danos à infraestrutura rural, suspensão das aulas e mobilização de órgãos públicos para resposta ao desastre.

