Quase uma semana depois da conquista, o título ainda segue vivo na memória dos jogadores e de quem esteve presente. A tarde do último sábado (11) entrou para a história do S.E.R. Flamengo — e também para a comunidade de São Roque, de Flores da Cunha, que celebrou junto os 30 anos do clube com uma vitória construída na base da entrega e da maturidade.
O que se viu ali foi mais do que uma simples final. Viu uma comunidade junta, empurrando, vibrando e acreditando do início ao fim. Dentro de campo, o Flamengo respondeu na mesma intensidade.
Depois de bater na trave no ano passado, quando ficou com o terceiro lugar, o time voltou diferente: mais ajustado, mais experiente e com um objetivo muito claro. Era o momento de dar o próximo passo.
A decisão contra o Baile de Munique foi daquelas que exigem cabeça no lugar e coração firme. O jogo foi equilibrado, estudado, com poucos espaços. Até que Tiago Corrêa apareceu para abrir o placar e dar tranquilidade ao Flamengo.
Mas, título não vem sem sofrimento. Nos minutos finais, o Baile de Munique pressionou forte, colocou o Flamengo contra a própria área e obrigou o goleiro Rafael Ingles a ser decisivo, com defesas que seguraram o resultado quando mais precisava.
Quando a tensão estava no limite, veio o respiro: faltando menos de dois minutos, João Pedro Caetano puxou o contra-ataque, selou o 2 a 0 e iniciou a comemoração.
Em nove jogos, foram seis vitórias, dois empates e apenas uma derrota, com 16 gols marcados e apenas sete sofridos. Números que também garantiram a Rafael Ingles o prêmio de goleiro menos vazado.
O presidente Emerson Moreno destacou que o título inédito do Flamengo, após três décadas de história, fica marcado na memória do clube e de sua torcida.
— É fruto de um trabalho construído com luta, dedicação, força de vontade e união de todos os envolvidos. A conquista simboliza a recompensa de uma trajetória iniciada há 30 anos pelos sócios fundadores. Obrigado a todos que acreditaram e apoiaram o clube nessa caminhada histórica — exaltou Moreno.

