Home Destaque Educação de Flores da Cunha apresentou crescimento médio de 0,3 no Ideb 2025

Educação de Flores da Cunha apresentou crescimento médio de 0,3 no Ideb 2025

Município aumentou a nota de 6,8 para 7,0 nos Anos Iniciais e de 5,5 para 5,8 nos Anos Finais
Município tem investido na formação dos professores (Foto: Ester de Boni/ Prefeitura de Flores da Cunha/ Divulgação)

Melhoria real, mas com espaço para novos avanços. Este é o cenário desenhado pelo Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) para as escolas públicas de Flores da Cunha. O resultado das provas, realizadas no último trimestre de 2025, foi divulgado na semana passada e mostrou que o município avançou tanto na categoria Anos Iniciais, que vai até o 5º ano, quanto em Anos Finais, até o 9º ano, em comparação a 2023.

O índice aumentou de 6,8 para 7 nos Anos Iniciais e de 5,5 para 5,8 nos Anos Finais. Resultado que, para a secretária de Educação e Desporto, Neide Sonda de Godoy, é fruto de um esforço diário contínuo de toda a comunidade escolar das 15 instituições de ensino da Terra do Galo.

— Isso nos deixa, de certa forma, felizes e com uma satisfação muito grande de que estamos no caminho certo. Mas, a nossa responsabilidade aumenta muito mais no sentido de que precisamos manter e avançar! — declara.

A secretária defende que, nos Anos Iniciais, o município superou as médias estadual e nacional. Nessa categoria o destaque foi a Escola Antônio de Souza Neto, no distrito de Mato Perso, que registrou nota 8,6 e ficou entre as cinco melhores do Estado.

Nos Anos Finais a nota também se manteve acima da média gaúcha, mesmo com um número que não impressione da mesma forma.

— O 5,8 representa que estamos conseguindo avançar. Parece pouco, mas é significativo. Temos a certeza de que não dá para ficar no 5,8 se o parâmetro é até 10. Mas isso, no nível, no contexto de avaliação, é significativo — avalia a secretária Neide.

Recurso federal

O Ideb não destina recursos financeiros diretamente para as escolas, mas os seus componentes servem de base para o cálculo do VAAR (Valor Aluno Ano por Resultado), que é uma verba federal distribuída pelo Ministério da Educação.

Neide conta que uma das condicionalidades para receber esse recurso é avançar nas notas, e o município apresentou crescimento médio de 0,3. Ela explica que ainda não é possível saber o valor que Flores da Cunha receberá, mas que este deverá ser pago em 2027.

Proficiência positiva

Outro ponto destacado pela secretária Neide é que o Ideb não leva apenas em consideração o resultado obtido nas provas realizadas pelos alunos no final do ano. Além desta avaliação, a taxa de reprovação também é considerada para o índice final. A secretária afirma que se apenas a proficiência fosse levada em consideração, as escolas florenses teriam resultados melhores.

A secretária adjunta de Educação, Graziele Dall’Acua, concorda e salienta que “no sentido de evolução, não de ponto, de média” os estudantes dos Anos Finais apresentaram indicadores de proficiência maiores em comparação aos Anos Iniciais.

— Dentro das médias de 0 a 10, que é quando essa prova se equilibra, nós tivemos muito mais alunos com desenvolvimento de proficiência mais elevado, nos índices 5 e 6, do que nos outros anos. Observamos que nos Anos Finais mais alunos apresentaram melhores resultados em proficiência de português e matemática. Essa é a evolução que estamos comemorando! — exalta.

Graziele esclarece que algumas escolas ficaram sem nota divulgada por critérios técnicos do exame. A ausência de dados ocorre quando as instituições não atingem o mínimo de 10 alunos por turma, possuem salas multisseriadas ou não alcançam 80% de participação dos estudantes no dia da prova.

Pontos de atenção

Algumas instituições de ensino apresentaram queda nos indicadores, sobretudo nos Anos Finais, como é o caso da Francisco Zilli, que diminuiu de 5,8 para 4,8. A secretária Neide ressalta que as diretrizes são as mesmas para todas as escolas, mas aponta que fatores como a migração de estudantes e aspectos socioemocionais também devem ser levados em conta, afinal, “para a pessoa aprender, ela tem que estar fortalecida emocionalmente”, e esse trabalho já tem sido desenvolvido nas escolas.

A secretária adjunta Graziele complementa que é preciso avaliar a realidade de cada turma individualmente e que isso envolve a dedicação de cada aluno em se preparar para a prova.

— Mapeamos quase todas as turmas, com todas as escolas, e algumas coisas, às vezes, são pontuais, o que não representa que os alunos não tenham tido a aprendizagem ou a eficiência dentro do contexto da sala de aula — defende, ressaltando a importância da alfabetização na idade certa para o aluno evoluir na vida escolar.

Compartilhe:

Leia Mais

Mais Notícias

Outras notícias:

plugins premium WordPress
Tem certeza de que deseja desbloquear esta publicação?
Desbloquear esquerda : 0
Tem certeza de que deseja cancelar a assinatura?

Entrar na sua conta