Home Destaque De Nova Pádua ao Ceará, pesquisa investiga hipertensão entre paduenses

De Nova Pádua ao Ceará, pesquisa investiga hipertensão entre paduenses

Estudantes de 14 anos levaram estudo sobre hábitos alimentares à mostra científica
Brenda Tormen e Larissa Reginato levaram a bandeira paduense à XI Mocica, em Juazeiro do Norte (CE) (Foto: Andréia Reginato/Divulgação)

De uma pergunta surgida em Nova Pádua a uma apresentação diante de pesquisadores no Ceará. Brenda Tormen e Larissa Morandi Reginato, de 14 anos, percorreram mais de 3 mil quilômetros até Juazeiro do Norte para levar à XI MOCICA (Mostra Científica do Cariri) uma pesquisa sobre uma questão que chamou a atenção das duas no próprio município: por que há tantos casos de hipertensão entre os paduenses?

A questão levou a pesquisa para um caminho bastante particular; os hábitos alimentares herdados dos imigrantes italianos e preservados ao longo das gerações. A partir deles, as estudantes passaram a investigar se existe alguma relação entre a alimentação mantida no município e os índices de hipertensão entre os paduenses.

— A escolha (do tema) se deu pela constatação de que a hipertensão é uma das doenças mais frequentes em Nova Pádua. Existem muitos casos. Sempre ouvimos falar sobre a doença e aproveitamos a oportunidade para abordar o tema na mostra científica da escola. Foi uma maneira de aprofundar o nosso conhecimento na área e descobrir o motivo de tantos hipertensos — explica Brenda.

Larissa viu na pesquisa uma forma de levar esse assunto para além da escola.

— Nosso objetivo é conscientizar, orientar e mostrar para a nossa população os altos índices de hipertensos paduenses.

“Relevância para outros municípios”

O caminho até o Ceará começou ainda na escola Luiz Gelain. O projeto recebeu destaque na 9ª Mostra Científico-Cultural, em julho do ano passado. Com orientação do professor Dilnei Abel Daros, Brenda e Larissa levaram o trabalho à XII IFICITEC, Feira de Inovação Tecnológica do IFRS Campus Canoas. O destaque na área de Ciências Humanas garantiu o credenciamento para a XI MOCICA.

No Ceará, a pesquisa sobre uma realidade tão próxima das estudantes passou a dividir espaço com trabalhos de jovens de diferentes partes do país.

— Estamos vivendo uma experiência única em nossas vidas, totalmente diferente do que somos acostumadas a viver, conhecendo a cultura, as tradições e a gastronomia de outro lugar. O que nos chama atenção é a potência da feira, da diversidade dos projetos e a experiência que vamos levar daqui — conta Larissa.

A participação na mostra também coloca as estudantes diante de uma etapa nova; apresentar o que descobriram a avaliadores que não acompanharam o projeto desde o início. A preparação foi concentrada em dominar cada parte do estudo para conseguir explicar as escolhas feitas ao longo do caminho.

— Sabemos que nos preparamos ao máximo e estamos prontas para transmitir aos avaliadores todas as informações que adquirimos durante a realização do nosso projeto. A pesquisa é algo que eles nunca viram. Fizemos um trabalho que pode ter relevância para outros municípios, que podem se espelhar nesse estudo e fazer também em suas cidades — avalia Brenda.

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