Home Destaque 105 vinhos, 21 vinícolas e uma noite para celebrar os Altos Montes em Flores da Cunha

105 vinhos, 21 vinícolas e uma noite para celebrar os Altos Montes em Flores da Cunha

Festival Altos Montes ocorre neste sábado com degustação de vinhos e espumantes, 15 rótulos com IP Altos Montes, gastronomia e atrações musicais
Graziela Boscato e André Tonet exaltam o selo Altos Montes (Foto: Caiani Lopes)

Uma taça pode revelar mais do que aromas, acidez e frescor. Pode contar de onde veio a uva, quem elaborou o vinho e o que faz os produtos em Flores da Cunha e Nova Pádua terem características tão particulares. É essa experiência que o Festival Altos Montes Vinhos e Espumantes propõe neste sábado (19), reunindo 105 rótulos de 21 vinícolas da região.

A sétima edição ocorrerá no mesmo cenário tradicional, a icônica Vinícola Luiz Argenta, contudo a experiência será diferente. Cada vinícola ficará à frente de uma estação de degustação, aproximando enólogos e proprietários dos visitantes.

— Objetivo é valorizar ainda mais o vinho dos Altos Montes. As pessoas poderão conhecer um pouco mais da história da vinícola e daquele vinho que estão tomando, com o pessoal explicando os produtos — revela André Tonet, presidente da Associação Altos Montes.

A mudança também amplia a quantidade de vinhos que poderão ser degustados. Cada uma das 21 vinicolas participantes levará cinco rótulos ao festival. Nas edições anteriores, eram dois produtos por vinícola, um vinho e um espumante.

Desta forma, chega ao número recorde de 105 vinhos e espumantes oferecidos. Contudo, as estrelas da noite são 15 rótulos que podem ser identificados pelo selo de Indicação de Procedência, o IP Altos Montes.

— Reunir 15 rótulos com Indicação de Procedência em uma mesma noite é uma oportunidade de mostrar a diversidade que existe dentro dos Altos Montes. Cada vinho tem sua identidade, mas todos carregam a relação com o território e com uma região que vem construindo uma identidade própria na produção de vinhos — destaca Tonet.

Uma marca de origem

A Indicação de Procedência (IP) é um reconhecimento concedido pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). A análise é complexa e técnica, contudo o conceito pode ser resumido de maneira simples: reconhecer que os vinhos produzidos em uma região são únicos.

A área reconhecida dos Altos Montes compreende 173,84 km², abrangendo Flores da Cunha e Nova Pádua. O selo está vinculado à origem das uvas, ao processo de elaboração e ao cumprimento de critérios específicos do regulamento da I.

Por isso, nem todos os vinhos elaborados pelas vinícolas associadas estão aptos a utilizar o selo Altos Montes. Para além da qualidade em si, a certificação exige esta origem e elaboração própria. Mais do que o sabor e aroma, o vinho precisa contar a história dos Altos Montes.

— Existem dois comitês: o regulador, que verifica toda a parte documental e técnica, e o avaliador, formado por sete enólogos que fazem a degustação às cegas. Se o vinho estiver dentro dos parâmetros e não apresentar defeitos, ele é recomendado para receber o selo — explica Giovani Fabian, presidente do comitê de IP da região.

Acidez, frescor e aromas

Se a Indicação de Procedência ajuda a contar de onde o vinho vem, o território também deixa marcas no que se percebe na taça. Nos Altos Montes, altitude, noites mais frescas, características do solo e amplitude térmica interferem no desenvolvimento das uvas e ajudam a construir o perfil dos vinhos da região.

Localizadas em uma das áreas vitivinícolas de maior altitude da Serra Gaúcha, Flores da Cunha e Nova Pádua reúnem condições que favorecem a preservação da acidez e do frescor durante a maturação das uvas.

— O terroir da nossa região dá personalidade aos nossos vinhos, com acidez marcada, frescor, aromas intensos e uma maior intensidade de coloração nos tintos. Isso se deve a fatores como a maior altitude e as noites mais frescas — explica a enóloga, engenheira química e sommeliere Graziela Boscato.

Entre as variedades tintas que se destacam estão Cabernet Franc, Tannat, Merlot e Cabernet Sauvignon. Entre as brancas, a Chardonnay aparece como uma das principais representantes dos Altos Montes.

Essas condições também ajudam a explicar por que alguns vinhos dos Altos Montes apresentam potencial de guarda. A combinação entre altitude, solos argilosos e pedregosos e amplitude térmica contribui para a estrutura e o equilíbrio de determinados rótulos.

— Nossos vinhos possuem um grande potencial de envelhecimento. Conseguimos produzir vinhos com boa acidez e vivacidade, com ótima presença de taninos — afirma André Tonet.

Além dos vinhos e espumantes, o festival terá gastronomia assinada pelo Clô Restaurante. A noite contará com apresentações acústicas por conta de Classic Songs e Magic Jazz. Os ingressos custam R$ 430 e podem ser adquiridos no site oficial clicando neste link.

15 rótulos com IP Altos Montes

  • Cave Merlot 2023 — Boscato
  • Cabernet Franc 2023 — Caetano Vicentino
  • Essência Cabernet Franc 2026 — Casa Eva Vinhos e Vinhedos
  • Domans 1931 Chardonnay 2023 — Cave de Angelina
  • Gran Reserva Cabernet Franc 2024 — Famiglia Veadrigo
  • Passo dos Tropeiros Cabernet Sauvignon 2023 — Terrasul
  • Gran Sauvignon Blanc 2023 — Fabian
  • Reserva Cabernet Franc 2023 — Fabian
  • Gran Merlot 2022 — Fabian
  • Gran Tannat 2022 — Fabian
  • Via1986 Cabernet Franc 2022 — Viapiana
  • L.A. Cave Chardonnay 2024 — Luiz Argenta
  • L.A. Clássico Merlot 2021 — Luiz Argenta
  • Alvise Cabernet Sauvignon 2022 — Mioranza
  • Gran Terroir Marselan 2025 — Monte Reale

Compartilhe:

Leia Mais

Mais Notícias

Outras notícias:

plugins premium WordPress
Tem certeza de que deseja desbloquear esta publicação?
Desbloquear esquerda : 0
Tem certeza de que deseja cancelar a assinatura?

Entrar na sua conta