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Maranata defende Estado empreendedor e propõe fundo garantidor para pequenos empresários

Pré-candidato ao Governo do Rio Grande do Sul participou de encontrou com empresários em Flores da Cunha
Pré-candidato Marcelo Maranata em conversa com empresários de Flores da Cunha (Foto: Leonardo Lopes)

O público reduzido no Centro Empresarial de Flores da Cunha não diminuiu o entusiasmo do pré-candidato ao governo do Rio Grande do Sul Marcelo Maranata (PSDB). Ele reconheceu que ainda é pouco conhecido da maioria dos gaúchos, mas afirmou que percorrerá o Estado para apresentar um projeto baseado no desenvolvimento econômico, na redução da burocracia e na experiência como empresário e ex-prefeito.

Empresário por 35 anos e prefeito de Guaíba por dois mandatos, Maranata afirmou ser o único dos pré-candidatos capaz de levar ao Palácio Piratini uma visão de gestor.

— Dos quatro candidatos, eu sou o único que teve a experiência, que vem do privado. E também o único que tem essa experiência de ser prefeito. Quem quer governar 497 municípios, pelo menos tem que ter administrado um município — argumentou.

Na noite de terça-feira (28), acompanhado da pré-candidata a deputada estadual Marisol Santos (PSDB), Maranata foi o segundo postulante a governador a participar do “Diálogo com o Futuro do RS”, promovido pelo Centro Empresarial. Durante cerca de 40 minutos, defendeu um governo voltado ao desenvolvimento econômico, à redução da burocracia e ao fortalecimento da iniciativa privada.

— Um governador tem que sentar na cadeira do empresário. Desenvolvimento econômico é a pauta número um do Estado — resumiu, ao defender que o governo tenha maior proximidade com quem produz e gera empregos.

Como exemplo, citou medidas adotadas em Guaíba para acelerar a abertura de empresas, reduzindo o tempo para emissão de licenças. Também apresentou como proposta a criação de um fundo garantidor, operado pelo Banrisul, para facilitar o acesso de pequenos empresários ao crédito com juros subsidiados e acompanhamento técnico do Sebrae.

Maranata também afirmou que o Rio Grande do Sul precisa priorizar investimentos em infraestrutura logística, especialmente na navegação, e ampliar sua capacidade de geração de energia como forma de atrair novos empreendimentos.

— Energia e saúde vão tirar o Estado da lama. Nós temos uma capacidade gigante de produzir energia. O mundo inteiro quer energia limpa. Se nós tivermos energia disponível, nós vamos atrair empresas para o Rio Grande do Sul — defendeu.

Outro tema recorrente foi a reconstrução do Estado após as enchentes. O tucano criticou a demora nas obras de proteção contra cheias e defendeu simplificar processos para acelerar projetos considerados estratégicos.

— Nós temos R$ 8 bilhões para investir e não conseguimos gastar. O problema do Rio Grande do Sul não é só dinheiro, é gestão. A burocracia vence as pessoas — declarou.

Mais ensino técnico e criação de escolas de empreendedorismo

Na área da educação, propôs ampliar o ensino técnico integrado às demandas da indústria e criar 2 mil escolas de empreendedorismo, argumentando que o Estado precisa preparar os jovens tanto para o mercado de trabalho quanto para abrir seus próprios negócios.

— Nós temos que ensinar as pessoas a resolver problemas — declarou Maranata, que também demonstrou preocupação com a saída de profissionais qualificados do Rio Grande do Sul.

Na saúde, defendeu um modelo regionalizado inspirado no IPE Saúde, com foco na prevenção e na redução das filas do SUS. Também destacou a necessidade de ampliar o atendimento em saúde mental, especialmente após os impactos das enchentes.

Ao encerrar a palestra, Maranata voltou a reconhecer que ainda enfrenta o desafio de tornar seu nome conhecido no Estado, mas afirmou que aposta em uma campanha de contato direto com os eleitores.

“Não tem projeto na mesa”

Questionado sobre a polarização política, o pré-candidato afirmou que a eleição no Rio Grande do Sul tende a ser definida menos por alinhamentos nacionais e mais pela capacidade dos candidatos de apresentar propostas e experiência de gestão.

Segundo o tucano, o debate político está excessivamente concentrado na disputa entre Lula e Bolsonaro, enquanto temas ligados ao desenvolvimento do Estado ficam em segundo plano.

— Eu queria que o Brasil tivesse a oportunidade de votar no “sim”, não votar no “não”. Hoje a gente vota em um porque não quer o outro. Não tem projeto na mesa.

Por fim, afirmou que o próximo governador precisará dialogar com o governo federal.

— Nós vamos ter que negociar com o presidente da República, independentemente de quem seja.

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