A queixa de falta de memória entre jovens adultos, na faixa dos 20 aos 35 anos, transformou-se em um problema moderno. O assunto, que acende um alerta sobre a saúde mental na data em que se celebra o Dia Mundial do Cérebro, lembrado na última quarta-feira (22), já ganhou destaque em um artigo do renomado médico Drauzio Varella.
No texto, publicado em GZH em abril de 2026, o médico chama a atenção para o fato de que essa queixa de “falta de memória” tem se tornado comum em consultas médicas. Drauzio causa impacto ao definir que estamos vivendo uma “epidemia de Alzheimer juvenil”.
Esse cenário de queixas tem se repetido na Serra e pessoas como a empresária à frente da unidade florense do Supera, Gabriela Castro, atribuem o problema ao excesso de informações, notificações e estímulos digitais, que favorecem a distração e reduzem a necessidade de exercitar determinadas habilidades cognitivas.
— Embora a preocupação com a memória seja mais frequentemente associada ao envelhecimento, observamos que as queixas relacionadas à atenção, concentração e esquecimento estão cada vez mais presentes entre adultos jovens e pessoas em idade produtiva.
“Esses problemas começaram a impactar minha rotina”
Quem já sentiu na pele essas questões de falta de memória é a advogada Pâmela Pietrobelli Duarte, 24 anos. A jovem conta que, desde a adolescência, notava dificuldades em manter a atenção, o foco e a memória. Inicialmente, ela acreditava que isso se devia ao excesso de tempo de tela e a automatização de tarefas diárias, o que acabava fazendo com que, de certa forma, ela ativasse um “piloto automático”.
— Infelizmente, esses problemas começaram a impactar significativamente minha rotina de estudos, meu trabalho, minhas relações e pequenas atividades do dia a dia. Eu esquecia nomes, rostos e sentia uma enorme dificuldade em me concentrar no que estava fazendo, o que fazia com que esquecesse a informação logo em seguida — relata.
Quando percebeu que o problema estava prejudicando sua qualidade de vida, a advogada decidiu buscar auxílio.
— Não cheguei a procurar ajuda médica, nem a tomar medicações, mas comecei a tomar suplementos e, por recomendação de uma amiga, conheci o Método Supera. A metodologia utiliza ferramentas para estimular a mente, como o ábaco, os exercícios do livro “Abrindo Horizontes” e desafios diários que desenvolvem o cérebro — conta.
Prestes a completar um ano de treino cognitivo, Pâmela observa uma “melhora nítida”.
— Hoje consigo me lembrar de detalhes, sinto minha memória de trabalho mais ativa e consigo processar as informações com mais rapidez e clareza. Continuo no processo e sei que posso evoluir ainda mais!
Para a advogada, o diferencial foi a capacidade de reconhecer o problema e aceitar que precisava de ajuda.
— Há uma preocupação enorme em cuidar da saúde física, mas cuidar do cérebro, treiná-lo e tirá-lo da zona de conforto é igualmente importante para a nossa longevidade e bem-estar — afirma.

A metodologia Supera envolve dinâmicas em grupo (Foto: Karine Bergozza)
“Sair da zona de conforto mental”
O Supera é uma empresa educacional de estimulação cognitiva. Em Flores da Cunha desde 2022, a unidade oferece aulas para fortalecer a memória e estimular o cérebro de forma constante e estruturada.
Os exercícios objetivam “sair da zona de conforto mental” e treinar habilidades por meio de desafios cognitivos que incentivam a criação de novas conexões neurais.
— A estimulação favorece a neuroplasticidade, capacidade que o cérebro tem de se adaptar e aprender ao longo da vida. É possível ter uma melhora significativa na memória e no desempenho cognitivo global, com um cérebro mais ativo, eficiente e saudável — destaca a empresária Gabriela Castro, à frente do Supera florense.
A empreendedora cita uma pesquisa científica desenvolvida pela Universidade de São Paulo (USP) em parceria com a rede Supera. Entre os principais achados, o estudo apontou a melhora de até 45% na memória e no desempenho cognitivo global, com redução de 60% das queixas relacionadas ao próprio funcionamento cognitivo e diminuição de 29% dos sintomas depressivos.
— A metodologia Supera combina diferentes ferramentas, como o ábaco japonês, jogos de tabuleiro, desafios cognitivos, dinâmicas em grupo, além de exercícios integrados e divertidos desenvolvidos para trabalhar habilidades específicas do cérebro.
Gabriela destaca que a estimulação cognitiva não deve ser vista apenas por quem já sente dificuldades de memória, mas como uma estratégia preventiva.
— Exercícios contribuem para a manutenção da autonomia, da qualidade de vida e da saúde cerebral ao longo do envelhecimento. É uma questão de saúde! — opina.

