Home Destaque Colaboradores que ajudam a escrever a história do Hospital Fátima compartilham memórias e orgulho nos 70 anos da instituição

Colaboradores que ajudam a escrever a história do Hospital Fátima compartilham memórias e orgulho nos 70 anos da instituição

Claudino Martinelli, Heloisa Falavigna e Inês Mascarello somam décadas de dedicação à saúde da comunidade e testemunham a transformação do espaço
O médico Cláudio Martinelli, a cozinheira Inês Marina Mascarello e a farmacêutica Heloisa Falavigna (Arte: Sohfia Marcon Fiorese)

Em 2026 o Hospital Nossa Senhora de Fátima completa sete décadas de atuação na comunidade florense e paduense. Ao olhar para sua história, a instituição de saúde reconhece o valor das pessoas que ajudaram – e continuam ajudando – a escrevê-la. Nesse sentido vale destacar o trabalhado de alguns dos colaboradores mais antigos, como Cláudio Martinelli, Heloisa Falavigna e Inês Marina Mascarello. Estes três profissionais, cada um a sua maneira, muito contribuíram para a instituição de saúde se transformar no que é hoje.

Claudino Martinelli (Foto: Karine Bergozza)

O médico Claudino Martinelli — também conhecido como Cláudio Martinelli —, por exemplo, é uma das personalidades mais conhecidas de Flores da Cunha. Aos 74 anos, o clínico geral completará meio século de atuação junto à entidade em 2027.

Atualmente, sua rotina é no consultório particular e sua relação com o hospital se restringe às internações dos pacientes clínicos e cirurgias ambulatoriais. Mas, nem sempre foi assim. Martinelli já trabalhou com emergência, plantões, obstetrícia, pediatria e um pouco de traumatologia. Por 25 anos, o seu consultório foi dentro do próprio hospital.

“Olhar um pouco mais adiante”

Nessas cinco décadas de atuação, Martinelli acompanhou de perto os avanços da medicina, mas é personagem de histórias únicas que merecem ser relembradas. Uma delas é da época em que o hospital não contava com gerador de energia elétrica e quando faltava luz a entidade utilizava velas, lampiões e liquinhos.

— No bloco cirúrgico, se tu estás fazendo uma cirurgia, tem que ter luz. Tinha os focos acessórios, que na base tinham uma bateria e em cima um foco menor do que o que estava no teto. Eram dois, um de cada lado. Se colocava, focava e terminava a cirurgia com aquilo — detalha o médico, lembrando que nem sempre foi o suficiente:

— Acontecia, às vezes, quando a bateria não estava tão carregada, que terminava a luz com a gente operando. Aí, ficava uma Irmã de cada lado com uma lanterna para a gente terminar. Era um fato raro de acontecer, mas aconteceu.

Ao olhar para trás, Martinelli confessa que não sabe como era possível trabalhar com tantas limitações, mas enfatiza que todos se dedicavam e faziam “o que era possível”.

“Seguimos firmes para os próximos desafios e conquistas”

Heloisa Falavigna (Foto: Karine Bergozza)

O envolvimento da farmacêutica-bioquímica e sócia-proprietária do Laboratório Vitaclin, Heloisa Falavigna, 64 anos, vem de berço: seu pai, o médico Antônio Falavigna, atendeu no hospital por muitos anos.

Em agosto de 1989, ela fundou o Laboratório Vitaclin (com o nome Laboratório Pró-Vita), com o intuito de dar mais agilidade aos resultados dos exames e dos serviços prestados.

– Sabemos que essa caminhada de 70 anos não foi isenta de desafios, mas nossa gratidão por tudo o que foi construído é imensa, assim como a nossa confiança no futuro, mantendo a mesma essência de cuidado. Para nós, do Laboratório Vitaclin, é um orgulho imenso caminhar lado a lado com esta instituição há 37 anos. Seguimos firmes para os próximos desafios e conquistas, renovando, a cada dia, o nosso compromisso de servir à comunidade com a mesma excelência e dedicação de sempre.

“Tenho orgulho de fazer parte dessa empresa”

Inês Marina Mascarello (Foto: Karine Bergozza)

E por falar em orgulho, é difícil encontrar outro sentimento que resuma o que a cozinheira Inês Marina Mascarello, 67 anos, sente pela instituição de saúde.

– Estou no hospital desde o dia 1º de dezembro de 1998. Gosto de cozinhar e me sinto bem quando vejo que os pacientes ficam bem, que se recuperam, porque o nosso lema é que eles tenham saúde. Acredito que o pessoal que venha aqui também se sinta bem e acolhido.

Com 27 anos de casa Inês afirma que é emocionante e gratificante fazer parte desta história todos os dias.

– É um orgulho porque a gente venceu. Eu falo a gente porque faz anos que eu estou aqui. Sinto orgulho por vencer, por ir vencendo e chegando a estes 70 anos de história. Espero que venha mais outro tanto de anos e que as coisas continuem cada vez melhores. Eu parabenizo (a direção) e agradeço por fazer parte, tenho orgulho de fazer parte dessa empresa, de vestir a camisa.

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