Ao completar sete décadas de história, o Hospital Beneficente Nossa Senhora de Fátima se consolida não apenas como a única instituição de saúde de Flores da Cunha, mas como um pilar de desenvolvimento e amparo regional. Sob a ótica de quem lidera a linha de frente e a gestão médica, sua trajetória é marcada pela busca constante por modernização tecnológica, segurança nos processos e expansão do atendimento.

Tiago Moschen (Foto: Karine Bergozza)
Na instituição de saúde desde 2009, o médico Tiago Moschen, 42 anos, é o responsável pelo Pronto-Socorro, atuando como plantonista e acompanhando os pacientes na enfermaria, quando indicada internação hospitalar. Há 12 anos ele é coordenador do Pronto-Socorro e Internação Clínica, nesse período ele observa melhorias e avanços constantes nas mais diversas áreas.
— Tivemos um aumento importante na demanda de atendimentos no Pronto-Socorro, passamos de uma média de 40, 50 atendimentos a cada 24 horas para 130 atendimentos por dia.
Para acompanhar esse aumento, o médico cita que foram necessárias muitas evoluções para, atualmente, o hospital poder estar apto a diagnosticar e tratar a grande maioria das enfermidades.
— Prontuário eletrônico e tomógrafo são exemplos de tecnologias inexistentes quando iniciei minhas atividades. Qualquer paciente que tivesse indicação de realizar uma tomografia, por exemplo, necessitava de transferência para Caxias do Sul — lembra Moschen, que valoriza os novos equipamentos para que a comunidade florense não precise se deslocar para municípios maiores para a realização de exames.
“Melhorar o atendimento que é feito”
Essa busca por aprimoramento na ponta do atendimento reflete a diretriz da gestão. Na Direção Técnica desde 2013 o cardiologista Ezequiel Toscan, 56 anos, explica que atua como “a ponte entre a comissão organizacional médica e a direção”.

Ezequiel Toscan (Foto: Karine Bergozza)
Há mais de 25 anos atuando no Hospital Fátima, Toscan valoriza o fato de a instituição de saúde ser a única no município e acredita que ela precisa tentar dar o maior suporte de atendimento e de cuidado possível.
– Sabemos que se a pessoa não tem o recurso do hospital, ela fica desamparada. Então, acho que esse é o papel do nosso hospital, poder tentar dar o maior amparo possível dentro das suas condições – opina.
O médico também parabeniza a instituição pelas sete décadas de dedicação ao cuidado do povo de Flores da Cunha, enfatizando que o espaço busca constantemente crescer junto com o município.
– Estamos sempre buscando melhorar e eu acho que isso é o mais importante, não ficar acomodado, sempre buscar uma maneira de poder melhorar o atendimento que é feito!
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