A tarde de sábado (11) foi de arquibancadas lotadas e clima de decisão em Flores da Cunha. Dos três confrontos finais do Municipal de Futebol 7, a Série Ouro entregou o que se esperava: um duelo carregado de rivalidade, história e equilíbrio. Desta vez, com final feliz para o Alfredão.
Afinal, não era apenas mais uma final. Era o reencontro de duas equipes que já decidiram título no passado — em 2017, o Madruga levou a melhor. Nove anos depois, o roteiro se repetia até a bola rolar.
Dentro de campo, o jogo foi exatamente o que a rivalidade pede: truncado, intenso e de poucas chances claras. As duas equipes se estudaram muito, erraram pouco e não deram espaços. O placar zerado no tempo normal traduziu bem o equilíbrio de forças.
A decisão foi para os pênaltis — onde começou um novo jogo, de nervos e detalhes. Na série inicial de cinco cobranças, ninguém cedeu. Os goleiros, protagonistas da competição, apareceram novamente: William Menegat, do Alfredão, e Ismael Basso, do Madruga, defenderam duas cobranças cada, mantendo tudo em aberto e aumentando a tensão crescente.
Contudo, antes mesmo das cobranças decisivas, William já demonstrava confiança. O próprio goleiro conta que se aproximou de um companheiro antes da batida e profetizou:
— Só faz esse, porque o próximo eu vou pegar, bater e vai acabar.
Com o empate persistindo, vieram as cobranças alternadas e a jornada do herói ganhou seu capítulo especial. O número 1 do Alfredão, William Menegat, não apenas defendeu a cobrança do rival Diego de Oliveira, como chamou a responsabilidade para si.
Caminhou até a bola e, com frieza, converteu o pênalti decisivo, garantindo a vitória por 5 a 4 e o bicampeonato do Alfredão — desta vez, com um gostinho de vingança.
Após a conquista, Menegat destacou o peso desta taça para o grupo:
— É um título histórico. No começo do campeonato, ninguém apostava em nós, mas o nosso grupo, mais do que nunca, abraçou a ideia e fomos caminhando passo a passo. A união dentro e fora do campo fez toda a diferença pra essa conquista. Pra mim, vai ficar marcada para sempre — desabafou o goleiro herói do Alfredão.
A campanha do título demonstra a força desta equipe: cinco vitórias, dois empates e apenas uma derrota em oito jogos, com 22 gols marcados e apenas seis sofridos — números de um time equilibrado e competitivo do início ao fim.
Mesmo com o vice-campeonato, o Madruga também teve seu reconhecimento individual, com Ismael Basso levando o prêmio de goleiro menos vazado, sofrendo apenas três gols em toda a competição. Já a artilharia ficou com Marcelo Dal Pizzol, do Liverpool, com cinco gols.
O pódio da Série Ouro foi completado pelo Tabajara, terceiro colocado, enquanto o Peroza ficou com a Taça Disciplina.
Quando o apito final encerrou a disputa, o que se viu foi a mistura de alívio, emoção e celebração de um título conquistado no detalhe. Em uma final com cara de clássico, o Alfredão escreveu mais um capítulo importante da sua história — com um goleiro decisivo, confiante e protagonista até o último chute.

