A profissão que dava medo nas crianças agora é conhecida por devolver autoestima. Esqueça as cáries! O principal motivo das pessoas irem ao dentista é para melhorar o sorriso. Em Flores da Cunha, esta evolução da profissão foi acompanhada de perto pelo dentista Evandro Toigo, 56 anos, que conta com o filho, Lucas, 27, para manter uma clínica odontológica moderna e atenta às novidades.
Formado pela UFRGS, Evandro fez mestrado em ortodontismo em São Paulo antes de abrir seu primeiro consultório em 1996. A escolha por Caxias do Sul foi uma oportunidade de mercado.
— Eu fui o quarto ortodontista em Caxias. Naquela época, as especialidades eram isoladas, cada um fazia uma parte e eu recebia muitas indicações de colegas. Foi de uns 10 anos para cá que começaram a surgir as clínicas integradas, pois o paciente não quer mais ficar pipocando de um consultório para outro — lembra.
Esta mudança serviu à família Toigo, que passou a atender em Flores da Cunha em 2012 e estabeleceu sua clínica em definitivo em 2019. Nesta nova clínica, Evandro passou a contar com o filho Lucas para dar este atendimento mais completo e moderno aos pacientes.
— Foi seguindo os passos do pai, auxiliando em algumas cirurgias, que despertei meu interesse pela odontologia. Eu digo que tive duas faculdades: a faculdade de formação e, com certeza, aprender em campo é outra coisa diferente.
Evandro é responsável pela ortodontia e as próteses, enquanto Lucas é especialista em implante. A Toigo Odontologia ainda conta com a dentista Adriane, esposa de Evandro e mãe do Lucas, e outra profissional que faz tratamento de canal. A sinergia entre a família dá sustentação à clínica de ortodontologia integrada.
— Nós somos a base e o Lucas vem para trazer a revolução. Tanto Tecnológica, quanto marketing, a gente já não acompanha mais, tem que estar na mão de pessoas novas. Confesso que tenho certa resistência, mas dei carta branca para o Lucas. Ele que abre caminho, traz a inovação — aponta o dentista e pai Evandro Toigo.
A estética do sorriso
Uma das principais lições que Evandro transmitiu ao filho Lucas é que ser dentista é tratar de pessoas. Ensinamento que ganha força com o amadurecimento da profissão.
— Hoje há mais informação e o paciente está atento. Hoje, a odontologia está toda voltada para a prevenção. As pessoas com 35 anos para baixo quase não têm mais cárie na boca. Surgem outras doenças, como envelhecimento precoce por causa da ansiedade e o ranger os dentes. Mas, a cárie que se tinha antigamente está quase eliminada — aponta Evandro.
Nesta revolução, o próprio consultório passa a ter uma visão diferente. Perder um dente ou ter que usar dentadura, hoje, é exceção. A estética é que se tornou um dos principais fatores de atendimento.
— Antigamente era: “Está doendo? Trata”. Hoje há toda essa questão de confiança e tratar do sorriso da pessoa. Atuamos com a questão estética e oferecemos harmonização facial ao paciente. É uma mudança. Além de cuidar dos dentes, hoje as pessoas querem mudar o sorriso. Temos que devolver a autoestima, a confiança aos pacientes — aponta Lucas.

