A aprovação do Projeto de Lei 014/2026, que autorizou um crédito adicional de R$ 370 mil para a pavimentação de um trecho de uma estrada no Travessão Bonito, em Nova Pádua. gerou um intenso debate na Câmara de Vereadores. A oposição cobra da Prefeitura critérios “mais claros” da escolha dos locais que recebem as melhorias.
O projeto, aprovado por cinco votos favoráveis a três contrários, prevê a aplicação de R$ 141.909,00 provenientes da sobra de uma emenda parlamentar de R$ 500 mil destinada em 2024 pelo deputado Carlos Gomes (Republicanos). Os outros R$ 228.091,00 virão de recursos livres do município.
A abertura de um crédito especial é procedimento normal quando uma nova verba é destinada a uma obra que não estava prevista no orçamento anual. O que provocou debate foi o critério adotado para a escolha do trecho a ser pavimentado. Na segunda-feira (2), a líder da oposição, vereadora Giseli Boldrin Rossi (PP), utilizou a tribuna para questionar a destinação do recurso:
— O ofício da destinação do recurso diz: “Estrada rural do Travessão Bonito”; entende-se qualquer via do Travessão Bonito. O vereador Vivaldo (Sonda) disse que o trecho foi escolhido porque, em outro ponto onde a obra poderia ser feita, ainda não havia alargamento. Só que no local selecionado também não havia, estão realizando agora.
No plano de trabalho da emenda, a destinação é descrita como: “pavimentação asfáltica de trecho da estrada rural do Travessão Bonito, interior do município de Nova Pádua”. O documento não especifica qual ponto da estrada deveria receber a obra, indicando apenas a localidade.
Em nome do deputado federal Carlos Gomes, o presidente do Republicanos de Nova Pádua, Pedro Quintanilha, declarou que “é um risco que se corre” caso o Executivo decidisse aplicar o valor da emenda em outro local que não o Travessão Bonito. Ele ressaltou que a escolha do trecho “atende ao plano de trabalho original da emenda”.
Em 16 de fevereiro, a veradora Giseli já pedia “critérios mais claros” na escolha dos trechos a serem pavimentados:
— Sou a favor das pavimentações em todas as áreas, mas defendo que se tenha uma linha de prioridades — afirmou.
A resposta veio do líder do governo, vereador Vivaldo Sonda (MDB):
— O alargamento do Cerro Grande (outro trecho sugerido) levaria muito mais tempo. O único lugar seria aquele pedaço — defendeu.

