Home Destaque Escola São Rafael está entre as oito melhores do Rio Grande do Sul nos Anos Finais do Ideb

Escola São Rafael está entre as oito melhores do Rio Grande do Sul nos Anos Finais do Ideb

Nota 7,2 é atribuída a uma relação que vai além da sala de aula e passa por projetos que procuram ampliar as experiências dos estudantes
Alunos do ensino fundamental ensaiam para participar do Salão Poético e Festival da Poesia, atividades que vão além da sala de aula da São Rafael (Foto: Fernanda Weber/ Divulgação)

A Escola Estadual de Ensino Médio São Rafael olha com orgulho para o resultado do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) 2025. Com nota 7,2, a escola florense aparece como o oitavo melhor resultado nos Anos Finais (do 6º ao 9º ano) entre todas as instituições do Rio Grande do Sul. Se considerar apenas escolas estaduais, a São Rafael foi a terceira melhor gaúcha.

O resultado também representa um salto significativo em relação à avaliação anterior. Em 2023, a escola havia alcançado 6,1 nos Anos Finais. O avanço de 1,1 ponto fez do São Rafael a instituição com a maior nota de Flores da Cunha nessa etapa.

Para a diretora Claudia Garibaldi Salvador, que está há dois anos no cargo, o desempenho foi uma surpresa positiva, mas também confirma o trabalho que é desenvolvido no cotidiano da escola.

— A gente percebeu que o professor, em sala de aula, está dando o seu melhor, e que os alunos estão aproveitando essa aprendizagem. Sempre cobramos bastante do Ensino Fundamental aqui na escola, porque é ali que temos que trabalhar nos conceitos, para que eles possam ir para o Ensino Médio bem preparados — afirma.

O que está por trás da nota

Mais do que comemorar a posição no ranking, a equipe do São Rafael procura entender o que levou ao crescimento. Para Elisete Salvador Otobelli, assistente financeira e professora, o resultado está relacionado à forma como a escola procura construir a relação dos estudantes com os estudos.

— É o amor pelos estudos que a gente incentiva no Fundamental, porque nos parece que, se tu tem uma base boa, gosta e está fazendo com prazer as atividades, tu vai chegar no Ensino Médio e não vai ser um aluno que quer ficar em casa, que vai abandonar os estudos — afirma.

A escola também aposta em atividades que procuram ampliar a experiência dos estudantes para além das aulas tradicionais. Entre elas estão o Astro, o Festival da Poesia e o Salão Poético.

A intenção, segundo Elisete, é fazer com que os estudantes encontrem sentido na permanência na escola e desenvolvam habilidades que possam ser utilizadas também fora dela.

— Quando o aluno perceber que a escola faz sentido na vida dele, quem sabe as coisas mudem. Porque é por meio da escola também que eles são indicados para alguns empregos. As empresas “vira e mexe” estão ligando e pedindo se tem alguém para indicar. Então, é uma porta de entrada para o mercado de trabalho.

O resultado de 2025, assim, é visto pela equipe como consequência de um trabalho que começa nos primeiros anos e procura combinar aprendizagem, participação e vínculo com a escola.

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