A demora no atendimento do Pronto-Socorro do Hospital Beneficente Nossa Senhora de Fátima, em Flores da Cunha, voltou a gerar reclamações da população e cobrança por um segundo médico no plantão. A direção da instituição afirma que enfrenta limitações financeiras, estruturais e de pessoal para ampliar o serviço.
O tema foi abordado pelo vereador Luiz André de Oliveira (o Luizzão, do Republicanos) na sessão ordinária de segunda-feira (18). Ele relatou que, após divulgar em suas redes sociais a entrega de uma emenda de R$ 100 mil do deputado Carlos Gomes (Republicanos) ao Hospital Fátima, recebeu diversos comentários cobrando apoio para ampliar o atendimento no pronto-socorro.
— Eram muitos comentários pedindo um segundo médico para o nosso hospital. Em conversa com a Andreia (Francescato Vignatti, diretora-administrativa do Hospital), ela disse que se torna inviável pelo custo muito grande, pois custaria R$ 100 mil a mais por mês e também não se tem estrutura para isso. Então, trago esta resposta às pessoas que comentaram — declarou Luizzão.
A direção do Hospital Fátima confirma as dificuldades relatadas e aponta que pretende iniciar uma comunicação com a população sobre as limitações que a entidade possui neste atendimento.
— A questão vai além da financeira. Temos problemas com estrutura física. A população precisa entender que esta é nossa estrutura e temos limitações. Somos um hospital de médio porte com atendimento limitado conforme estrutura física e humana. Iremos iniciar uma fala neste sentido com a comunidade com ajuda da Secretaria da Saúde — aponta a diretora administrativa Andreia Francescato Vignatti.
Prefeitura custeia segundo médico aos sábados e domingos
A questão do segundo médico para o Pronto-Socorro não é um debate novo. Em maio de 2025, a Câmara de Vereadores aprovou um crédito especial de R$ 57,4 mil para custear o profissional aos finais de semana. Na época, a direção do Hospital ressaltou que o segundo médico já atendia há dois anos e o que estava sendo conquistado era que o pagamento deste segundo profissional ocorra com recursos do município.
Conforme aquele projeto aprovado, o profissional atenderia aos sábados e domingos, das 14h às 22h (oito horas por dia). O valor da hora médica foi definido em R$ 205 e o apoio financeiro foi calculado para garantir o atendimento de junho a setembro.
A Prefeitura de Flores da Cunha afirma que segue custeando o segundo médico no Pronto-Socorro do Hospital Fátima desde a implantação da medida, em 2024. A nota aponta que o recurso municipal garante “o pagamento do segundo médico aos sábados e domingos, das 14h às 22h, com o objetivo de reforçar o atendimento no Pronto-Socorro e oferecer mais suporte à comunidade”.

