Antes da conversa, vem o olhar. Antes da compra, a primeira impressão. É nesse curto intervalo que a comunicação visual deixou de ser apenas estética para se tornar uma ferramenta estratégica na construção das marcas.
Em um mercado cada vez mais competitivo, a identidade das empresas precisa criar conexões imediatas com o consumidor. O publicitário Ricardo “Bacana” Vignatti, da Agência Positiva, destaca que essa mudança acompanha a própria evolução da sociedade.
— Mais do que o texto ou a fala, a nossa percepção passou por uma revolução silenciosa, porém profunda: nós nos tornamos seres extremamente visuais. A identidade de uma marca ou de uma campanha não é apenas estética; ela é o primeiro aperto de mãos com o público — destaca.
Para o diretor comercial da Ellite Digital, Lucas Bragagnolo, a comunicação visual representa a primeira impressão que uma empresa irá deixar no cliente.
— O visual, o design, como as pessoas enxergam o produto, representa 92% de uma decisão. Se estou olhando para algo e me agrada, cria uma conexão e prende a minha atenção. Essa decisão, hoje, ocorre em torno de 17 milissegundos — detalha, sobre estudos recentes de marketing.
Em um mercado cada vez mais dinâmico, inovação e atualização constante deixaram de ser diferenciais para se tornar uma necessidade.
— Não tem como você não inovar hoje. O mercado é muito rápido e as mudanças acontecem o tempo todo — ressalta Bragagnolo.
Evolução constante
A tecnologia impulsiona a transformação. Cada vez há mais soluções digitais, permitindo maior qualidade, agilidade e personalização. As agências e gráficas precisam acompanhar. A Agência Positiva, por exemplo, ampliou sua atuação para áreas como publicidade, organização de eventos e locação de painéis de LED.
Para o empresário Vinicius Baldissera, da Walcolor, acompanhar as transformações do mercado é indispensável.
— A comunicação visual evolui o tempo todo. Além das redes sociais e das ferramentas digitais, é preciso desenvolver novas soluções. A criatividade é o que gera toda a comunicação visual de uma empresa — afirma.
Um exemplo entre os projetos desenvolvidos pela Walcolor foi a personalização do ônibus da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Flores da Cunha. Decorado com elementos que remetem à identidade do município, iluminação em LED e sistema de som, o veículo se transformou no Dindinho, que atua no incentivo ao turismo local e é atração em eventos comunitários, como a programação natalina e a Fecouva, em Otávio Rocha.
Essa evolução também chegou ao segmento de rótulos e etiquetas. Para o empresário Matheus Pontel, da Gráfica P8, o mercado deixou de buscar apenas um material impresso e passou a valorizar projetos capazes de transmitir a identidade das marcas.
Segundo Pontel, as principais tendências apontam para layouts mais limpos, com menos cores, maior valorização do espaço em branco e acabamentos táteis, especialmente no mercado de rótulos para vinícolas.
O objetivo é reforçar a percepção de qualidade e criar uma experiência diferenciada para o consumidor já no primeiro contato com o produto.
Para acompanhar essa demanda, a empresa investiu na modernização do parque gráfico, especialmente na impressão digital, incorporando novas tecnologias, automação e equipamentos de alta qualidade.
— Hoje, os clientes procuram soluções que fortaleçam a identidade da marca, transmitam confiança e agreguem valor aos produtos. Mais do que imprimir, nosso papel é ajudar as marcas a se destacarem e se comunicarem melhor com o consumidor — ressalta.
Dos outdoors aos rótulos que chegam às mãos do consumidor, a comunicação visual acompanha as transformações tecnológicas, mas preserva um mesmo propósito: fazer com que a primeira impressão seja também o início de uma relação de confiança entre marcas e pessoas.

