Uma cidade que produz mais riqueza, mantém a agricultura como principal motor da economia e, ao mesmo tempo, vê sua população envelhecer. Esse foi o retrato apresentado na noite desta terça-feira (4) durante o lançamento do Perfil Socioeconômico de Nova Pádua 2026, publicação elaborada pelo Jornal O Florense com dados de diferentes órgãos públicos e ano-base 2025.
Ao reunir indicadores econômicos, sociais e demográficos, o estudo mostra que a riqueza gerada em Nova Pádua continua em crescimento. O Produto Interno Bruto (PIB), que representa tudo o que é produzido pelo município, passou de R$ 68,4 milhões, em 2016, para R$ 115,8 milhões em 2023. Já o PIB per capita, indicador que divide essa riqueza pelo número de habitantes, praticamente dobrou no período, saltando de R$ 26,6 mil para R$ 49,4 mil. Em contrapartida, um dado chamou a atenção das autoridades presentes: hoje, para cada dez moradores em idade economicamente ativa, Nova Pádua possui 5,8 pessoas dependentes, entre crianças e idosos.
— Nosso objetivo é produzir conteúdo baseado em fatos, informações e naquilo que realmente está acontecendo nos nossos municípios — destacou o diretor do Jornal O Florense, Carlos Raimundo Paviani.
PIB cresce e agricultura mantém protagonismo
Os números apresentados mostram que o crescimento econômico continua diretamente ligado ao desempenho do campo. Sozinha, a produção de uva responde por 49% do valor adicionado do município, enquanto a avicultura representa outros 19%.
Ao relacionar os indicadores ao programa municipal de subsídios aos agricultores, aprovado nesta legislatura, Paviani ressaltou que o investimento no campo ajuda a explicar o desempenho do município.
— Os agricultores têm que se orgulhar desse incentivo, porque ele cria condições para permanecer no campo e produzir mais. Nova Pádua registrou um crescimento médio de quase 10%, pelo menos três vezes superior ao índice nacional.
Para o prefeito Itamar Bernardi, os indicadores confirmam uma característica histórica do município.
— Estamos em um patamar de números fortes e expressivos. A nossa ideia, porém, é sempre aumentarmos esses valores. Temos um histórico de agricultura feita com excelência — afirmou Kiko.
Segundo o prefeito, o próximo passo é ampliar investimentos em tecnologia e mecanização para reduzir o esforço manual nas propriedades rurais.
— Precisamos dar subsídios para que nosso agricultor consiga produzir sem tanto esforço manual, mas com tecnologias e maquinários.
“Temos 5,8 dependentes para cada dez pessoas economicamente ativas”
Se os indicadores econômicos foram comemorados, a demografia apareceu como um dos principais desafios para os próximos anos.
Durante a apresentação, Paviani chamou atenção para o envelhecimento da população.
— Hoje temos 5,8 dependentes para cada dez pessoas economicamente ativas. São crianças e idosos que não produzem.
O dado também pautou a manifestação do presidente da Câmara de Vereadores, Antônio Rode (Republicanos).
— Nosso perfil demonstra a força do povo de Nova Pádua. A única coisa que nos assusta um pouco é a idade da nossa gente.
Segundo o vereador, o município já começa a direcionar políticas públicas para atender essa nova realidade.
— Os números apresentados no Perfil Socioeconômico condizem com o nosso povo.
“Nova Pádua é um exemplo de que o trabalho nos enaltece”
Para Bernardi, além de registrar a evolução do município, a publicação também fortalece a transparência da administração pública.
— Num passado não tão distante, passávamos nas casas dos munícipes explicando onde os impostos estavam sendo investidos. Hoje, o Perfil também cumpre esse papel.
O prefeito encerrou sua participação resumindo o significado dos indicadores apresentados.
— Nova Pádua é um exemplo de que o trabalho nos enaltece.
Sobre o Perfil
Produzida pela Editora Novo Ciclo – Jornal O Florense, o Perfil Socioeconômico reúne informações de órgãos públicos municipais, estaduais e federais para oferecer um panorama atualizado de Nova Pádua e Flores da Cunha nas áreas econômica, social e demográfica.









