Home Destaque Comissão fixa prazo para reconstrução da Igreja Matriz: 24 de dezembro de 2027

Comissão fixa prazo para reconstrução da Igreja Matriz: 24 de dezembro de 2027

Meta foi anunciada por Neco Argenta. Projeto e orçamento ainda dependem de avaliações técnicas, mas grupo voluntário pretende que as obras iniciem em julho
Reunião da Comissão para Reconstrução definiu a meta de entrega da Igreja Matriz de Flores da Cunha. (Foto: Divulgação)

A reconstrução da Igreja Matriz Nossa Senhora de Lourdes já tem uma meta para a conclusão: dia 24 de dezembro de 2027. A data foi revelada pelo empresário Neco Argenta em entrevista ao jornal O Florense na manhã desta quarta-feira (10). Na noite anterior, a comissão voluntária para reconstrução da Igreja havia se reunido e definido os próximos passos.

— Nós temos uma data para a nossa Igreja. Ela ficará pronta no dia 24 de dezembro de 2027. A Missa do Galo será rezada na nossa Igreja Matriz Nossa Senhora de Lourdes de Flores da Cunha. Teremos um desafio enorme nesses 18 meses pela frente. Com o apoio que estamos recebendo de toda a comunidade florense e região, não tenho dúvida que conseguiremos alcançar nossos objetivos — revelou.

A ideia de estabelecer uma data de entrega é uma forma de trabalho e transparência com a comunidade definida pelo próprio Neco Argenta, que coordena a Comissão. A reconstrução ainda não tem um projeto ou orçamento definido. Antes, é preciso uma avaliação técnica e estrutural das paredes que resistiram após o incêndio do dia 25 de maio. Enquanto esta análise não é finalizada, a Comissão avança em outras questões.

Um dos principais avanços foi a formalização da associação de apoio à reconstrução, denominada Associação dos Amigos da Paróquia Nossa Senhora de Lourdes de Flores da Cunha. A criação de um CNPJ atende exigências legais e permitirá mais responsabilidade, transparência e segurança jurídica ao processo.

— Da semana passada para cá, em tempo recorde, conseguimos constituir esta associação, que já está registrada e com CNPJ ativo. Iremos manter o mesmo Pix ativo (da campanha solidária), mas o recurso será destinado diretamente para esse CNPJ — explica o coordenador, citando a campanha que já arrecadou mais de R$ 358 mil em doações voluntárias.

A associação legalizada permite à Comissão buscar recursos, via leis de incentivo e emendas parlamentares, para a reconstrução da Igreja. Também permitirá oferecer comprovação para fins de declaração do imposto de renda para doações de pessoas físicas e jurídicas que assim desejarem. O próximo passo é a contratação de uma empresa para elaboração dos projetos de engenharia e arquitetura necessários.

— Esse é um caminho que estamos organizando.deliberamos sobre os alinhamentos do início da reconstrução e devemos, até o início da semana que vem, ter a contratação da empresa que fará todos os projetos, alinhados com o apoio da AFEARQ, com arquitetos e engenheiros aqui de Flores da Cunha, que se demonstraram solícitos para a missão. Mas, temos que ter alguém que assine os projetos arquitetônicos, estruturais, hidráulico, elétrico e todos os passos da obra — explica Argenta.

Neste cronograma objetivo, o empresário também já tem uma data para o início das obras:

— O nosso desejo é iniciarmos as obras da reconstrução agora no mês de julho.

Valorização do entorno

Entre os temas debatidos na reunião da Comissão de Reconstrução da Igreja Matriz Nossa Senhora de Lourdes, realizada na noite de terça-feira (9) na sede do grupo Argenta, foi discutida a valorização do entorno da Igreja Matriz. O grupo voluntário estuda formas de qualificar os espaços externos para melhorar a integração com a comunidade.

A intenção é pensar soluções que preservem a estética da Igreja e fortaleçam sua importância como referência religiosa, cultural, histórica e turística para Flores da Cunha.

Espaço de memória e preservação da história

Outro encaminhamento considerado é a criação de um espaço de memória. A ideia é registrar a história da Igreja Matriz, desde o início de sua construção em 1904, passando pelos momentos marcantes da comunidade, até o episódio do incêndio e o processo de reconstrução. Esse memorial poderá reunir fotografias, registros históricos, nomes de colaboradores e materiais que ajudem a preservar essa caminhada para as futuras gerações.

A Comissão avalia a possibilidade de produzir materiais históricos, impressos e digitais, para contar a trajetória da Igreja e da mobilização comunitária. A proposta é transformar esse momento de dor também em um legado de fé, união, memória e reconstrução.

Captação de recursos

No campo da captação de recursos, estão sendo estudadas diferentes frentes de trabalho, incluindo doações de pessoas físicas, apoio de empresas, eventos promovidos pelas comunidades, parcerias institucionais, emendas parlamentares e possibilidades previstas em legislações de incentivo.

A Comissão também acompanha os encaminhamentos relacionados às coberturas securitárias da edificação, mas informa que esse tema ainda está em tramitação e será tratado com cautela.

Caminhada coletiva

Durante a reunião, foi reforçada a importância da participação das comunidades, entidades, voluntários, profissionais e empresas que já manifestaram interesse em contribuir. A reconstrução da Igreja Matriz será uma caminhada coletiva, feita por muitas mãos, com organização e espírito comunitário.

Além das contribuições financeiras, a Comissão valoriza também outras formas de apoio, como a realização de eventos, prestação de serviços, doação de materiais, apoio técnico, divulgação das ações, trabalho voluntário e mobilização das comunidades.

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