A reconstrução da Igreja Matriz Nossa Senhora de Lourdes já tem uma meta para a conclusão:
A ideia de estabelecer uma data de entrega é uma forma de trabalho e transparência com a comunidade definida pelo próprio Neco Argenta, que coordena a Comissão. A reconstrução ainda não tem um projeto ou orçamento definido. Antes, é preciso uma avaliação técnica e estrutural das paredes que resistiram após o incêndio do dia 25 de maio. Enquanto esta análise não é finalizada, a Comissão avança em outras questões.
Um dos principais avanços foi a formalização da associação de apoio à reconstrução, denominada Associação dos Amigos da Paróquia Nossa Senhora de Lourdes de Flores da Cunha. A criação de um CNPJ atende exigências legais e permitirá mais responsabilidade, transparência e segurança jurídica ao processo.
Neste cronograma objetivo, o empresário também já tem uma data para o início das obras:
Valorização do entorno
Entre os temas debatidos na reunião da Comissão de Reconstrução da Igreja Matriz Nossa Senhora de Lourdes, realizada na noite de terça-feira (9) na sede do grupo Argenta, foi discutida a valorização do entorno da Igreja Matriz. O grupo voluntário estuda formas de qualificar os espaços externos para melhorar a integração com a comunidade.
A intenção é pensar soluções que preservem a estética da Igreja e fortaleçam sua importância como referência religiosa, cultural, histórica e turística para Flores da Cunha.
Espaço de memória e preservação da história
Outro encaminhamento considerado é a criação de um espaço de memória. A ideia é registrar a história da Igreja Matriz, desde o início de sua construção em 1904, passando pelos momentos marcantes da comunidade, até o episódio do incêndio e o processo de reconstrução. Esse memorial poderá reunir fotografias, registros históricos, nomes de colaboradores e materiais que ajudem a preservar essa caminhada para as futuras gerações.
A Comissão avalia a possibilidade de produzir materiais históricos, impressos e digitais, para contar a trajetória da Igreja e da mobilização comunitária. A proposta é transformar esse momento de dor também em um legado de fé, união, memória e reconstrução.
Captação de recursos
No campo da captação de recursos, estão sendo estudadas diferentes frentes de trabalho, incluindo doações de pessoas físicas, apoio de empresas, eventos promovidos pelas comunidades, parcerias institucionais, emendas parlamentares e possibilidades previstas em legislações de incentivo.
A Comissão também acompanha os encaminhamentos relacionados às coberturas securitárias da edificação, mas informa que esse tema ainda está em tramitação e será tratado com cautela.
Caminhada coletiva
Durante a reunião, foi reforçada a importância da participação das comunidades, entidades, voluntários, profissionais e empresas que já manifestaram interesse em contribuir. A reconstrução da Igreja Matriz será uma caminhada coletiva, feita por muitas mãos, com organização e espírito comunitário.
Além das contribuições financeiras, a Comissão valoriza também outras formas de apoio, como a realização de eventos, prestação de serviços, doação de materiais, apoio técnico, divulgação das ações, trabalho voluntário e mobilização das comunidades.
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