Home Destaque Juliana Brizola destaca força feminina na disputa ao Piratini, em visita ao Corpus Christi

Juliana Brizola destaca força feminina na disputa ao Piratini, em visita ao Corpus Christi

Pedetista participou da procissão, comentou a reconstrução da Igreja Matriz e falou sobre diálogo com eleitores conservadores
(Foto: Klisman Oliveira)

A pré-candidata ao governo do Rio Grande do Sul Juliana Brizola (PDT) participou da celebração de Corpus Christi em Flores da Cunha, nesta quinta-feira (4), e destacou a mobilização da comunidade após o incêndio que atingiu a Igreja Matriz Nossa Senhora de Lourdes. A pedetista também comentou a necessidade de diálogo com eleitores conservadores e falou sobre representar a força feminina na disputa pelo Palácio Piratini.

Juliana esteve acompanhada do pré-candidato a vice-governador Edegar Pretto (PT) e do pré-candidato ao Senado Paulo Pimenta (PT). Durante a visita, acompanhou a procissão e os tradicionais tapetes de serragem confeccionados ao redor da Praça da Bandeira.

Confira a entrevista exclusiva para o jornal O Florense:

Como foi participar do Corpus Christi em Flores da Cunha neste momento vivido pela comunidade?

Cheguei em Flores e fiquei impressionada com a beleza da cidade e o quanto a comunidade se mobiliza para este momento. Tenho muitos amigos que vivem aqui. A gente não deixa de ficar muito sentida quando vê a igreja dessa forma, um símbolo tão importante de Flores da Cunha. Torcemos para que a união de esforços entre governos e comunidade possa reconstruir a Matriz.

Como o governo do Estado pode contribuir para a reconstrução da Igreja Matriz?

A meu ver, tem que ser uma junção do governo federal, estadual e municipal para que possamos resgatar esse marco florense. Refazer ela toda não é fácil, a gente sabe disso. Nesse momento teria que ter uma parceria porque é um valor bastante elevado. Ouvimos estimativas na casa dos R$ 20 milhões.

Como conversar com um eleitor mais conservador da Serra em um cenário político tão polarizado?

Desde o início a gente se propôs a conversar com todo mundo, aqueles que defendem a democracia, que defendem as instituições, porque sabemos que as instituições precisam ser melhoradas. Só quem viveu a época da ditadura, como eu e minha família, sabe o que significa não termos instituições. O que precisa da nossa parte é esclarecimento com as pessoas. Tem muita gente caindo em narrativas enganosas.

A senhora é a única mulher entre os pré-candidatos ao governo do Estado. Qual o significado dessa representatividade?

A gente escutou tantas vezes do outro lado que ter filha mulher é uma “fraquejada”. Eu sou a única mulher pré-candidata ao Palácio Piratini, representando a força da mulher gaúcha.

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