Flores da Cunha viveu, no último sábado (25), uma tarde marcada por diversão, criatividade e, principalmente, inclusão. O evento TEAcelera – O Desafio do Galo, promovido pelo Instituto Teamar em alusão ao Abril Azul — mês de conscientização sobre o transtorno do espectro autista — reuniu mais de uma centena de famílias na Praça da Bandeira para uma descida de carrinhos de rolimã cheia de propósito.
Mais do que uma atividade recreativa, a iniciativa buscou aproximar a comunidade da realidade das pessoas com autismo e fortalecer o sentimento de pertencimento. Ao longo do percurso, que teve largada próxima à igreja matriz, o público acompanhou descidas cheias de criatividade e entusiasmo. Para além da pista principal, uma área paralela também foi disponibilizada para momentos de lazer abertos ao público.
” Esses momentos fazem diferença”
Entre os presentes, a aposentada Ieda Tonin Paviani, 71 anos, acompanhava o neto Lorenzo Tonin Paviani, 10, uma das crianças atendidas pelo Instituto Teamar, e a irmã dele, Ana Luisa Tonin Paviani, 12. Para ela, iniciativas como essa têm um papel fundamental no desenvolvimento das crianças, ao promoverem convivência, estímulo e inclusão.
— Eles precisam participar das atividades, precisam que as pessoas olhem para eles com outros olhos. Eventos assim ajudam muito no desenvolvimento e também na inclusão. A gente fica muito feliz de ver tudo isso acontecendo — destacou.
Quem também participou foi o aposentado Luis Carlos Machado, 59 anos, ao lado do neto Arthur Machado, 13. Ele contou que a família costuma buscar atividades inclusivas para incentivar o jovem a sair de casa.
— Nem sempre ele gosta muito, mas a gente incentiva. Esses momentos ajudam, fazem diferença — afirmou.
Machado também ressaltou a importância de ampliar o olhar da sociedade.
— importante, porque nem todo mundo entende quando vê uma criança diferente. Por isso, eventos assim ajudam também na conscientização — completou.
O evento também chamou atenção pelo envolvimento coletivo. Para Adriana dos Santos Costa, de 49 anos, mãe de Gabriel dos Santos Costa, de 15, o que mais marcou foi a mobilização das famílias desde a preparação dos carrinhos.
— Ver as crianças pedindo para os pais ajudarem a montar os carrinhos foi muito bonito. Isso mostra o engajamento da comunidade com a causa. Inclusão é isso: não é só estar presente, é fazer parte.
A percepção é compartilhada por Alessandra Pauletti Menegat, de 46 anos, mãe de Gabriel Pauletti Menegat, de 18. Para ela, eventos como o TEAcelera também cumprem um papel importante de conscientização.
— A gente está curtindo muito o evento, está muito bonito de ver, bem organizado e com bastante gente participando. É importante porque reúne as famílias e dá visibilidade para a causa do autismo. Que venham mais eventos como esse. Quando as pessoas convivem mais, passam a entender melhor. Isso ajuda até em situações do dia a dia, como filas preferenciais, por exemplo. — explicou.
“Uma ideia fantástica”
Além da causa social, o evento também conquistou o público pela proposta lúdica. O participante José Marcelo Boff, de 46 anos, destacou a criatividade como um dos pontos fortes.
— O que mais me chama atenção é a criatividade. Cada um monta seu carrinho do seu jeito, pensa em como fazer, como melhorar. Isso envolve muito as pessoas, faz todo mundo participar de alguma forma. Não é só a corrida, é todo o processo antes, de montar, de inventar, de testar. Isso acaba sendo tão legal quanto participar ali na hora — avaliou.
A criatividade também chamou atenção de Franciele Francescatto, 45 anos, que participou do evento ao lado dos filhos gêmeos Francesco e Otávio, 10, e da esposa Karina Brizotto, 48. Para ela, a iniciativa resgata memórias e aproxima gerações, ao trazer de volta brincadeiras que marcaram a infância.
— Eu achei uma ideia fantástica, muito legal mesmo. Esse tipo de atividade lembra muito a nossa infância e agora poder ver eles (filhos) participando também é especial. Tomara que tenha de novo no ano que vem. E, além disso, é um evento importante porque incentiva a inclusão, faz com que as pessoas olhem mais para essa causa e entendam melhor — afirmou.







