Home Destaque Acústicos & Valvulados revisitará 35 anos de estrada em show na Fecouva neste sábado

Acústicos & Valvulados revisitará 35 anos de estrada em show na Fecouva neste sábado

Com repertório cronológico e clima de celebração, banda formada em Porto Alegre sobe ao palco em Otávio Rocha
(Foto: Divulgação)

Em uma programação que reúne estilos distintos e artistas de diferentes fases da carreira, a Fecouva reserva o horário das 21h deste sábado (21) para uma banda que aprendeu a medir o tempo em discos, palcos e quilômetros de estrada. O Acústicos & Valvulados subirá ao palco em Otávio Rocha para um show que revisita 35 anos de trajetória e aponta para os próximos capítulos.

Formada em Porto Alegre no início dos anos 1990, a banda surgiu do encontro entre amigos que compartilhavam referências e inquietações. O rockabilly, um dos primeiros sub-gêneros do rock, foi ponto de partida, mas o tempo ampliou o vocabulário musical da banda.

Rafael Malenotti, 53 anos, vocalista e um dos rostos mais reconhecidos do grupo, atribui a permanência a um elemento anterior à fama.

— O que manteve a gente junto foi a amizade e a vontade de colocar em prática aquele sonho que começou na adolescência. Quando formamos a banda, não existia a intenção de transformar isso em profissão. Era a paixão pela música e pelo rock and roll — relembra.

O ambiente cultural gaúcho foi determinante nesse processo. Antes de ocupar os palcos, Malenotti estava na plateia. Assistia a shows de TNT, Os Cascaveletes, Garotos da Rua e Os Replicantes. Era um circuito intenso, criativo, formador.

— Aquela geração pavimentou a estrada pela qual a gente trafega até hoje. Ver aquelas bandas de perto despertou em mim a vontade de tocar — acredita.

Entre os momentos que redefiniram o patamar do grupo, um episódio é citado como divisor de águas: a abertura do show de Os Paralamas do Sucesso, em 1998, no Gigantinho lotado, em Porto Alegre. Era a prova diante de um público amplo, fora da zona de conforto.

— Eu considerei aquele show um divisor de águas. Pensei que, se não desse certo, teríamos que repensar tudo. Felizmente funcionou. A visita do Bi Ribeiro ao camarim antes da apresentação foi simbólica. Ali a gente entendeu que estava no caminho certo — conta o cantor.

O reconhecimento nacional viria em seguida, com um disco que apresentou canções que seguem no repertório até hoje. Entre elas, “Até a Hora de Parar”, lançada em 2001, que já ultrapassa a marca de 300 mil reproduções no YouTube.

— Se tiver que escolher uma música que resume o Acústicos, eu fico com “Até a Hora de Parar”. Ela sintetiza muito da nossa postura da época e continua fazendo sentido — avalia.

“Mais experientes e empenhados”

O show na Fecouva foi estruturado para ser mais do que uma sequência de sucessos. O repertório foi organizado de forma cronológica, permitindo ao público identificar as diferentes fases da banda.

— Estamos numa fase de autoconhecimento, mais experientes e empenhados em fazer a história ter uma bela sequência. O público pode esperar um número grande de hits e a nossa história sendo contada por partes. Resumir 35 anos em uma hora e meia é uma tarefa árdua, mas muito prazerosa — promete.

O público também mudou ao longo dessas três décadas e meia. A geração que acompanhou o auge da banda agora ocupa outro perfil na plateia.

— A gurizada que batia cabeça na frente do palco hoje está nos 40 e poucos, em diversos casos, retornam aos shows acompanhados dos filhos. O público amadureceu junto com a gente. Existe uma memória afetiva que continua ali — observa.

A apresentação deste sábado (21) terá ainda um significado pessoal para o vocalista. Será o primeiro show após uma cirurgia nos ligamentos do joelho.

— Vou ficar emocionado, tenho certeza. Ainda com mobilidade limitada, talvez com o auxílio de uma muleta. Mas voltar ao palco já é um combustível importante — percebe Rafael.

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