Home Destaque Um dos pioneiros no Tiro de Laço, Virgílio Bernardino Lemos, visitou Flores da Cunha

Um dos pioneiros no Tiro de Laço, Virgílio Bernardino Lemos, visitou Flores da Cunha

Na quarta-feira (28), Adriana e sua mãe, Helena Oliboni, receberam o tradicionalista na empresa da família
Adriana Oliboni e Virgílio Bernardino Lemos com o tirador e o laço produzidos pelo avô Antônio Dante Oliboni, Seu Carlon, em 1951 (Foto: Carlos Paviani)

Uma visita carregada de sentimento aconteceu nesta quarta-feira (28), quando Adriana Oliboni e sua mãe Helena receberam, na empresa da família, um dos pioneiros do Tiro de Laço, Virgílio Bernardino Lemos, 94 anos. O único ainda vivo conta que a ideia de realizar a primeira disputa sobre a habilidade de conseguir laçar uma rês surgiu em Esmeralda, em 1951, na Selaria do Carlon, apelido de Antônio Dante Oliboni, avô de Adriana, quando a localidade ainda era distrito de Vacaria.

A Selaria do Carlon era o ponto de encontro periódico dos jovens e profissionais que lidavam com a criação e transporte de gado. O seu Carlon produzia os “apetrechos campeiros” como cordas, selas, tiradores, arreios, rabichos e tantos outros materiais de couro, usados para a montaria a cavalo no trabalho de condução do gado.

Virgílio Lemos relata que a ideia partiu de Alfredo José dos Santos, durante conversa na Selaria do Carlon, logo aceita por ele e outros oito atiradores. As conversas na Selaria eram regadas a chimarrão, não faltando em determinadas ocasiões a cachaça ou caipirinha, fazendo todos que ali chegavam sentirem-se acolhidos pelo proprietário.

Originada da lida de campo, a primeira competição foi realizada no dia 14 de novembro de 1951. O evento tornou-se uma modalidade esportiva e cultural, popularizada em rodeios, sendo sua prova mais competitiva e importante.

Adriana e Helena Oliboni mantêm muitas peças, ferramentas e registros do avô e sogro Antônio Dante Oliboni, o Seu Carlon. Tais peças que constituem o acervo da família foram reunidas por Heleno José Oliboni, ex-prefeito de Flores da Cunha, buscando honrar e perpetuar a trajetória dos trabalhos do pai, tendo colaborado no resgate das informações históricas, junto com o escritor e folclorista Paixão Côrtes, na busca de documentos e registros das origens do 1º Torneio de Tiro de Laço. Dentre os materiais guardados, há um livro-caixa da Selaria, que consta os nomes dos clientes, dentre os quais o de Virgílio Bernardino Lemos e outros pioneiros do Tiro de Laço.

Hoje, o parque de rodeios de Flores da Cunha recebe a denominação de Antônio Dante Oliboni por sua contribuição à criação desta competição carregada de originalidade e identidade.

Em sua visita à família Oliboni, seu Virgílio trouxe um laço e o primeiro tirador confeccionados por Carlon, peças que deverão ser mantidas como símbolo de introdutores desta modalidade esportiva para as próximas gerações.

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