Home Destaque “É uma prova que testa limites”, conta atleta florense após desafio no litoral gaúcho

“É uma prova que testa limites”, conta atleta florense após desafio no litoral gaúcho

Corredores de Flores da Cunha e Nova Páduaparticipam de uma das provas mais exigentes do calendário gaúcho e destacam espírito de equipe, preparação e superação pessoal
(Foto: Redes Sociais, reprodução)

A Travessia Torres–Tramandaí (TTT) é uma das provas mais desafiadoras do calendário de corrida no Rio Grande do Sul. Realizada no litoral norte, a competição percorre 84 quilômetros, com largada em Torres, seguindo pela faixa de areia até a região de Tramandaí.
A edição deste ano contou com a participação de diversos atletas de Flores da Cunha e Nova Pádua. A maioria deles representando a equipe Hard Corre, grupo que vem se consolidando na região pela união, incentivo mútuo e presença constante em grandes provas.
Uma das atletas que completou a prova na modalidade 8km foi Verônica Lovison, que iniciou na corrida há pouco tempo e viveu na TTT um dos maiores desafios de sua trajetória esportiva.

— Iniciei na corrida a pouco tempo e é muito gratificante ver cada evolução. A TTT é uma prova de grande porte, com pessoas de vários estados participando. Fiquei muito feliz por ter completado, e por ver cada participante passando a linha de chegada e superando seus limites — celebra.

Para ela, o desempenho na prova foi reflexo direto da preparação construída muito antes da largada.

— A prova começa muito antes do evento em si. A TTT é uma prova que testa limites, então ter uma preparação é fundamental. Pra mim, foi essencial e de extrema importância ter o acompanhamento de um profissional, como o professor Mateus Proença, que conduziu os meus treinos de acordo com os meus objetivos e me deu todo o suporte necessário — explica.

Elogiado por Verônica, o professor Mateus estava se preparando para participar da TTT. Porém, acabou ficando fora da prova por conta de uma lesão. Mas a paixão pelo esporte falou mais alto e fez com que o professor estivesse na equipe de apoio dos alunos.

— Fiquei um pouco triste no começo, mas como a corrida também fortalece muito a parte mental, levantei a cabeça e decidi ter paciência pra voltar melhor ainda lá na frente — conta.

Segundo ele, acompanhar a equipe de perto foi uma escolha natural, tanto pelo espírito de grupo quanto pela relação com seus alunos.

— Primeiro pela parceria do nosso grupo, pra ajudar no deslocamento entre um ponto e outro, com hidratação e também pelo fato de que alguns atletas do grupo são meus alunos e eu no papel de treinador gosto de estar lá de perto para incentivar e passar confiança a eles — complementa.

Fundador do grupo Hard Corre e representante da equipe, Rafael da Cruz, destacou o sentimento coletivo vivido ao longo da TTT, desde a logística até o momento da chegada. Segundo ele, a dinâmica do revezamento fortalece ainda mais a interação entre os atletas.

— Foi bem gratificante chegar em casa e reunir as fotos de todo mundo com sorriso no rosto, praticando um esporte que tu incentiva. A gente se envolveu praticamente o dia inteiro, teve essa questão da interação, de um torcer pelo outro, e isso só uma prova de revezamento pode proporcionar — conta.

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