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40 anos de história: O Florense será homenageado pela Câmara de Nova Pádua

Proposta pela vereadora Giseli Boldrin Rossi, homenagem reconhece a presença do jornal no dia a dia da comunidade paduense
Inês Molon Pan e Marinez Sonda representam os leitores paduenses que acompanham a trajetória de O Florense ao longo dos 40 anos (Foto: Klisman Oliveira)

Durante décadas, a chegada do jornal era um momento aguardado em Nova Pádua. Antes das redes sociais e dos portais de notícia, era pelas páginas de O Florense que muitas famílias acompanhavam o que acontecia no município. Quatro décadas depois, essa relação foi lembrada na Câmara de Vereadores.

Na sessão desta segunda-feira (17), os vereadores aprovaram por unanimidade votos de aplausos ao jornal pelos 40 anos de história, que serão completados em 4 de outubro. A homenagem foi proposta pela vereadora Giseli Boldrin Rossi (PP), que destacou o papel do veículo na comunicação e no registro da vida comunitária paduense.

Ao defender a proposta, Giseli lembrou que O Florense acompanhou as mudanças na forma de produzir e consumir informação.

— Em virtude de ser o meio de comunicação que por 40 anos trouxe as notícias ao nosso Pequeno Paraíso Italiano, é justa e necessária essa homenagem. Não estamos homenageando uma empresa que faz publicidade e que cria jornais, estamos homenageando o veículo de comunicação que em toda a história do nosso município permitiu que as informações regionais chegassem até nós — afirmou na tribuna.

“Até o ano de 2000, a única fonte era o jornal”

A Progressista voltou no tempo para lembrar como era a relação dos leitores com o jornal antes da internet.

— Até o ano de 2000, a única fonte de informação e notícia era o jornal, que chegava uma vez por semana e as pessoas não viam a hora de ir buscar o jornal para ter acesso à notícia — afirmou e, ao lembrar das mudanças na forma de consumir informação, destacou que o jornal também acompanhou a transformação tecnológica:

— Hoje o jornal também está nas mídias sociais: no Facebook, no Instagram e demais plataformas digitais.

Para ela, no entanto, o jornal impresso mantém um valor que as publicações digitais não oferecem da mesma maneira: a possibilidade de preservar o conteúdo ao longo do tempo.

— Vejam como é importante o impresso. Hoje, se eu excluir minhas páginas nas redes sociais, todo o conteúdo que eu tenho lá desaparece. Com certeza, no arquivo do jornal tem todos os exemplares, um a um — acrescentou.

O vereador Lino Peccati (PP) também falou sobre a responsabilidade envolvida na produção de uma notícia e sobre a busca pela informação.

— Tem muitas pessoas hoje em dia que se sentem desmoralizadas e procuram por notícias verídicas. É muito difícil sustentar um jornal. Eles precisam achar a matéria e buscar a maior verdade possível. O jornal é um portador da notícia. Muitas vezes aqui na Câmara eles reproduzem o que nós, enquanto vereadores, falamos. O Florense não está dizendo que ele próprio é a verdade, ele traz a notícia para que seja lida e interpretada — afirmou.

“O jornal acaba sendo um memorial histórico”

Christian Rancan (PP) chamou atenção para o acervo formado pelas edições e para a utilização do jornal em pesquisas sobre o município.

— O papel principal do jornal acaba sendo um memorial histórico e as coisas ficam arquivadas para sempre. Muitas das pesquisas históricas que precisamos fazer têm relação histórica com o jornal O Florense. Eles homenageiam muito as pessoas. A gente é prestigiado quase todas as semanas com alguma reportagem, é uma forma de retribuir — afirmou Rancan.

“Um xerox de Nova Pádua”

Outro projeto produzido por O Florense também foi lembrado durante a sessão: o Perfil Socioeconômico de Nova Pádua, levantamento que reúne diferentes indicadores e informações sobre o município. Dirceu Fabian (PSDB) destacou a importância do material.

— Peço à população que leiam porque podemos ver muitos indicadores do nosso município. Podemos pegar vários aspectos que muitas vezes não damos muito valor. Nós, munícipes, temos que ter conhecimento sobre o que acontece em Nova Pádua — defendeu Fabian.

O presidente da Câmara, Antonio Rode, também lembrou do Perfil Socioeconômico. Para ele, o trabalho apresentou um retrato amplo do município e exigiu dedicação dos profissionais.

— O perfil fez um xerox de Nova Pádua. Eles trabalharam muito. Têm profissionais muito bacanas — avaliou Rode.

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