Home Destaque “Tem que ir equilibrando tudo”, destaca proprietária de academia florense

“Tem que ir equilibrando tudo”, destaca proprietária de academia florense

Linha de frente da Viva Vida, Gabriele Borges observa que a atividade física está cada vez mais associada à saúde e ao autocuidado
Gabriele Borges atende suas alunas de personal na Viva Vida (Foto: Karine Bergozza)

Conciliar trabalho, família e vida pessoal ainda é um dos maiores desafios da vida moderna. Afinal, no último século, as mulheres conquistaram muitos espaços e quebraram diversas barreiras, desde a luta pelo direito ao voto até a liderança em setores antes dominados por homens. Mas, apesar dos avanços, ser mulher ainda significa enfrentar obstáculos diários, como a desigualdade salarial, a dupla jornada e a pressão por padrões de beleza inalcançáveis. Neste cenário, é bom ouvir conselhos de outras mulheres que também perseguem seus sonhos e podem servir de inspiração.

Este é o caso da proprietária da Viva Vida Academia Feminina, Gabriele Borges, 35 anos, que acompanha diariamente a rotina de centenas de mulheres que veem a atividade física como uma forma de amenizar o estresse do dia a dia.

— A maioria das nossas alunas tem família, tem filhos, são casadas, trabalham e estudam. Então elas precisam encaixar isso (a academia) na rotina delas. Às vezes elas vêm aqui e estão em um dia estressante por causa do trabalho, por causa de algum acontecimento de casa e elas acabam, no treino, desabafando, e também, a gente já sabe, que a questão do treino libera endorfinas e tudo mais para ajudar no humor. Muitas vezes elas fazem uma aula de jump, por exemplo, soltam tudo lá e saem renovadas — explica Gabriele.

A empresária observa que desde que assumiu a academia, há cinco anos, o número de alunas dobrou: saiu de 250 para mais de 500 mulheres.

— Claro que muitas procuram pela questão da estética ainda, mas eu acho que a questão da saúde, da qualidade de vida, do próprio dia a dia, essa procura está bem maior. As meninas vão vendo que tem um benefício, que não se cansam mais tanto, não sentem mais tantas dores. Já não gastam tanto com medicamentos porque não precisam, conseguem controlar.

Benefícios que a própria Gabriele procura se proporcionar na medida em que concilia seu tempo com a filha, Luiza Borges Cemin, de apenas um ano.

— Em casa, hoje, o Tiago (Cemin, 47 anos) me ajuda bastante, ele cuida da Lulu na parte da manhã, fica com ela para eu poder vir para a academia. Na parte da tarde, a gente colocou ela na escolinha. Então, de certa forma, nos dá uma boa ajuda nessa parte. De noite a gente se reveza um pouco, eu fico com ela algumas noites e outras eu venho para a academia, mas é bem desafiador — admite.

Gabriele conta que hoje já está conseguindo retomar a rotina de treinos diários, mas que nesse primeiro ano da bebê precisou ficar mais afastada para conseguir dar conta das atividades.

— Nesse primeiro ano até eu conseguir me organizar em questão de horários, de cuidar da academia, de atender as minhas alunas de personal, sempre acabava me deixando de lado. Então eu acho que é bem importante ter uma rede de apoio, porque se não tem uma rede de apoio, a gente não consegue, fica muito sobrecarregada. Então, a gente precisa ter pessoas que nos ajudem.

A bacharel em Educação Física conclui que uma das maiores dificuldades da maternidade está sendo equilibrar o trabalho com a casa e a família.

— Isso tem um peso bem grande, porque a gente sabe que às vezes precisa trabalhar um pouco mais, então em casa a gente já não vê tanto os filhos ou a família, ou a gente vai ficar um pouco mais com a família e acaba deixando o trabalho um pouquinho de lado. Às vezes a gente deixa a gente de lado, para dar conta dos outros dois. É difícil conseguir dar conta da família 100%, do trabalho 100% e de mim 100%, todos os dias. Tem que ir equilibrando tudo.

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