Home Destaque Programa “Vidro Vira Vidro” superou expectativas e amplia coleta em Flores da Cunha

Programa “Vidro Vira Vidro” superou expectativas e amplia coleta em Flores da Cunha

Com pontos de entrega voluntária, iniciativa registra aumento contínuo no volume coletado e melhora na destinação do resíduo após seis meses
(Foto: Sohfia Marcon Fiorese)

Seis meses após a implantação dos Pontos de Entrega Voluntária (PEVs) para vidro, Flores da Cunha já registra avanços na destinação correta desse tipo de resíduo. O programa “Vidro Vira Vidro”, lançado em setembro de 2025, conta com 10 pontos distribuídos pelo município e busca incentivar a população a adotar práticas mais sustentáveis no dia a dia.

A avaliação da Prefeitura indica redução da presença de vidro no processo de triagem dos recicláveis convencionais, além de aumento gradual no volume coletado. O biólogo responsável pela Educação Ambiental, Elias Zientarski Michalski, afirma que a adesão da comunidade superou as expectativas iniciais.

— Observamos uma boa participação da população e um crescimento contínuo na quantidade de vidro destinado corretamente. Isso demonstra maior conscientização sobre o descarte adequado — declara.

Na comunidade, a iniciativa começa a fazer parte da rotina. A aposentada Maria Aparecida Bortolini, 67, moradora do Centro, relata utilizar os PEVs com frequência.

— Antes, ficavamos na dúvida de onde descartar o vidro. Agora, ficou simples. Separo tudo e levo até o ponto de coleta. É importante porque ajuda o meio ambiente e evita acidentes com quem trabalha na triagem — opina.

“Potencial de crescimento”

Outro reflexo do engajamento foi a necessidade de ampliar a frequência das coletas. Inicialmente realizadas a cada 60 dias, passaram a ocorrer, em média, a cada 30 dias diante do rápido preenchimento de alguns contêineres.

O programa funciona por meio de parceria entre o município e as empresas Verallia e Vidrofix, responsáveis pela coleta e destinação do material. Após o recolhimento, o vidro passa por triagem e beneficiamento antes de retornar à cadeia produtiva como matéria-prima.

Para a Vidrofix, os primeiros meses indicam um cenário positivo, tanto em engajamento da população quanto na qualidade do material coletado.
— O município aderiu bem à proposta e é possível observar uma participação crescente da população. O volume coletado demonstra o potencial de crescimento do projeto — ressalta Guilherme Schaeffer, diretor da Vidrofix.

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