Home Destaque “Pedimos que não doem roupa suja e rasgada”, destaca Giovana Brustolon, responsável pela triagem das peças recebidas na Campanha do Agasalho

“Pedimos que não doem roupa suja e rasgada”, destaca Giovana Brustolon, responsável pela triagem das peças recebidas na Campanha do Agasalho

Dia D de Arrecadação será realizado na manhã deste sábado (25) na Praça da Bandeira. Em caso de chuva, a ação será transferida para a Rua Severo Ravizzoni, em frente ao prédio da Rádio Amizade
Giovana Brustolon é responsável pela triagem das peças recebidas (Foto: Karine Bergozza)

“Um inverno mais quente começa com você”. É com este slogan que o município de Flores da Cunha pretende tocar o coração das pessoas e incentivá-las a doar roupas e cobertores para quem vive em situação de vulnerabilidade social no município. A campanha iniciou no dia 1º deste mês e terá o Dia D de arrecadação neste sábado (25) na Praça da Bandeira, das 9h às 11h30min. Em caso de chuva, a ação será transferida para a Rua Severo Ravizzoni, em frente ao prédio da Rádio Amizade.

As doações seguem até o dia 30 de abril e todas serão destinadas à Comissão Assistencial, no bairro União. Ali, Giovana Brustolon, 48 anos, é responsável pela triagem das peças recebidas.

— Tem muita roupa boa, boa mesmo. Mas também tem aquelas um pouquinho “surradinhas” ou “sujinhas”. Essas, se a gente vê que a roupa é de qualidade, que vale a pena lavar, eu tenho a máquina ali atrás e lavo. Levo para casa também, às vezes algumas peças têm uma manchinha e eu tento trabalhar a manchinha. Ou, se está descosturada, eu costuro — conta Giovana, que também faz reparos em botões e zíperes.

A florense destaca que os itens de maior necessidade são peças e calçados masculinos, além de cobertores, lençóis e toalhas, mas reforça que todas as doações são bem-vindas. Até mesmo o que não estiver em bom estado tem destino garantido: é encaminhado para aquecer os pets da Upeva (União pela Vida Animal).

— Pedimos que não doem roupa suja, rasgada e que tu não ficarias para ti. Para mim pode vir o que quiser, pode vir roupa mais velha, mais nova, não tem problema. Só não doem roupa muito rasgada porque não se aproveita — destaca Giovana, que frequentemente conta com a ajuda de voluntárias que auxiliam fazendo uma pré-triagem das doações, conforme a necessidade.

Giovana reforça a importância de que as pessoas doem algo que realmente possa ser utilizado por outras. Ela ainda faz questão de ressaltar que a Comissão Assistencial não recebe apenas roupas de inverno, mas também peças mais leves, e para todas as idades. A florense orgulha-se em, desde 2021, ser a responsável pela organização do espaço, que muito se assemelha a uma loja de roupas, variando as opções expostas conforme cada estação do ano.

— A gente se sente realizada! Eu acho que, se eu pudesse fazer mais, eu gostaria de poder fazer mais. Eu gosto do meu trabalho! — exalta.

Distribuição nos bairros

Após a triagem, as peças serão distribuídas para famílias em situação de vulnerabilidade social. A entrega gratuita de roupas teve início em 2021 e, no ano passado, distribuiu mais de 2,6 mil peças nos bairros Nova Roma (896), Pérola (1.200) e Villagio/AABB (580).

A secretária de Desenvolvimento Social, Michelle Lusa, explica que, nos anos anteriores, a campanha costumava ser realizada um pouco depois em comparação a 2026 e que essa antecipação é justamente para que as pessoas possam aproveitar as roupas antes da entrada no inverno:

— A ideia é que, nos meses de maio e junho a gente já tenha feito a entrega nesses locais, que é onde temos um público mais prioritário, onde temos mais demandas em questões de vulnerabilidade, para que as pessoas já tenham as roupas para enfrentar o frio.

Michelle também esclarece que foi pensado em realizar ações nos bairros aos sábados com o intuito de facilitar e aproximar a comunidade das doações recebidas, possibilitando que elas retirem roupas fora do horário comercial.

— Antes não tinha a distribuição nos bairros, era só aqui (Comissão Assistencial). Mas aí a gente percebia que muitas famílias chegavam às vezes no CRAS, ali na secretaria mesmo, ou ligavam (dizendo que precisavam pegar as roupas) e aí dificultava porque aqui é só horário comercial.

A secretária vê a doação de agasalhos como uma forma de solidariedade, um “bem de mão dupla”, que faz bem para quem doa e para quem recebe.

— Somos beneficiados porque sempre temos alguma coisa em casa que não utilizamos mais. Doar também é uma forma de nós podermos abrir espaço para o novo e ter esse movimento interno. E para quem recebe, a gente tem famílias que, na própria distribuição, trazem aquilo que já não serve mais e fazem essa troca. Então, as pessoas que necessitam também fazem esse movimento — conclui.

A Campanha do Agasalho 2026 é uma realização da Prefeitura de Flores da Cunha e da Rádio Amizade, com apoio do Instituto Flores do Bem Voluntariado.

Para retirar e doar

As doações podem ser retiradas na Comissão Assistencial (Rua Heitor Curra, nº 3.320, sala 1, bairro União) nas segundas-feiras pela manhã e quartas-feiras na parte da tarde. É necessário fazer um pequeno cadastro e apresentar documentos como cartão SUS, carteira de identidade e CPF.

Em relação à quantidade de peças que pode ser retirada, a secretária Michelle Lusa esclarece que varia bastante conforme o número de integrantes da família e que, por vezes, também há uma necessidade maior por parte das pessoas que acabaram de chegar em Flores da Cunha, vindas de regiões mais quentes.

— A quantidade, em média, é de 30 peças por família. Então, desde meias, roupas íntimas, se nós temos cobertores, disponibilizamos também malhas, casacos, calças, seja infantil, masculino ou feminino.

Quem deseja doar pode fazer isso o ano todo. A Comissão Assistencial atende de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 13h30min às 17h.

Pontos de coleta da Campanha do Agasalho

  • Prefeitura de Flores da Cunha
  • Açougue e Mercado Zin
  • Clínica Light
  • Jornal O Florense
  • Mercado Fontana
  • Mercado L&V
  • Moinho Carraro
  • Nova Aliança Vinícola Cooperativa
  • Rádio Amizade
  • Agências Sicredi Centro, Agro, São Gotardo, Otávio Rocha e Nova Pádua

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