O secretário de Administração e Fazenda, Jorge Dal Bó, participou de audiência pública na última segunda-feira (9), na Câmara de Vereadores para apresentar as metas fiscais do 3º quadrimestre de 2025. Ele detalhou receitas, despesas e índices constitucionais do Pequeno Paraíso Italiano.
De janeiro a dezembro do ano passado, a receita total arrecadada foi de R$ 40.352.683,75. No mesmo período, a despesa total liquidada somou R$ 30.352.280,01, gerando um superávit de R$ 10.000.403,74. Isso significa que, a cada R$ 1 arrecadado, R$ 0,75 foi gasto.
Em relação às despesas empenhadas, o superávit registrado foi de R$ 7.198.047,65.
— Do ponto de vista da execução orçamentária, houve equilíbrio entre receitas e despesas. Isso mostra responsabilidade na gestão dos recursos públicos — disse Dal Bó.
Saúde e educação acima do mínimo
O município aplicou 18,36% (R$ 4.870.458,03) da receita em saúde, acima do mínimo exigido por lei, que seria 15% (R$ 3.978.668,16). Já na educação, o investimento chegou a 27,66% (R$ 7.907.194,60), superando o mínimo obrigatório de 25% da receita (R$ 7.147.597,89).
Os gastos com pessoal também ficaram abaixo dos limites legais. No Executivo, o gasto total foi de R$ 11.489.351,86, equivalente a 36,8% da receita — bem abaixo do limite máximo de 54%. No Legislativo, a despesa com pessoal foi de R$ 538.989,38, ou 1,7% da receita, inferior ao teto de 6%.
Impactos da municipalização
Dal Bó também comentou sobre os impactos financeiros da municipalização da educação.
— Assumir despesas de outras esferas aumenta os gastos com pessoal. Sempre fui resistente a esse tipo de procedimento. Cada ente precisa pagar suas próprias contas — avaliou.
— Enquanto a arrecadação se mantém boa, ótimo. Mas, no futuro, assumir responsabilidades que são de outros vai gerar aumento nas despesas com pessoal, e não poderemos remunerar melhor os servidores, correndo o risco de perdê-los. Não são os municípios que devem resolver as contas do governo do Estado — completou o secretário.
A vereadora Giseli Boldrin Rossi (PP) contestou:
— Quando olhamos só os números, tudo é gasto. Mas algumas demandas vêm da comunidade, como a municipalização e a presença de enfermeira na ambulância. São reivindicações antigas da população — afirmou.

