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Kiko anuncia novo prazo para conclusão de obra de contenção após atrasos e disputa política

Intervenção para eliminar risco de deslizamentos teve prorrogações, ajustes técnicos e virou alvo de embate entre governo e oposição
Prefeito Itamar Bernardi Kiko usa a tribuna da Câmara para explicar andamento da obra de contenção do talude (Foto: Redes Sociais/Reprodução)

Há 1 ano e seis meses, 30 famílias deixaram suas casas com medo de deslizamentos causados pela chuva em Nova Pádua. Necessária para eliminar o risco de novos desmoronamentos, a obra de contenção do talude recebeu verba federal, mas ainda não saiu do papel. Virou alvo de disputa política.
Na segunda-feira (27), o prefeito Itamar Bernardi Kiko utilizou a tribuna da Câmara de Vereadores para prestar esclarecimentos sobre o andamento do projeto e apresentou um novo prazo para conclusão das obras: 5 de dezembro.

A presença do chefe do Executivo atendeu a um pedido da mesa diretora do Legislativo, após questionamentos da oposição quanto à execução do projeto e à utilização dos valores recebidos. No ano passado, o Governo Federal repassou R$ 885 mil para conter a encosta afetada pelos deslizamentos, mas o prazo para uso dos recursos venceu em janeiro sem que as obras fossem iniciadas — o que foi motivo de debate entre o prefeito e o antigo gestor, Danrlei Pilatti (PP).

Após a prorrogação do convênio, foi a vez da bancada do PP cobrar transparência sobre o andamento das ações e a empresa responsável pela execução.

Ao fazer uso da tribuna, o prefeito relembrou o episódio de emergência e detalhou que o repasse federal de R$ 885.763,11 foi depositado na conta da Prefeitura em 16 de julho de 2024. O prazo inicial para prestação de contas era 1º de janeiro de 2025, mas o município obteve prorrogações.

— Conseguimos prorrogar dois prazos: o de janeiro e outro que venceu em 20 de junho. Agora, temos até 5 de dezembro de 2025 para deixar a obra em dia — esclareceu o chefe do Executivo.

O prefeito ressaltou que o processo de contratação da obra seguiu os trâmites legais, com a elaboração do projeto técnico, abertura de edital e contratação da empresa executora, apresentando datas e números.

— No dia 11 de abril nós contratamos o projeto da empresa Infrageo, no valor de R$ 69.970,79. Em 13 de maio lançamos o edital para execução da obra, e em 18 de junho a empresa Engeo venceu o processo, no valor de R$ 603.597,61. A obra teve início em 9 de julho — detalhou.

Projeto refeito após o início das obras

Entretanto, logo no início da execução, a equipe técnica percebeu a necessidade de ajustes no projeto original.

— Quando a empresa iniciou a obra, vocês imaginem que o projeto foi feito em cima de uma área que tinha vegetação, mato, árvores, eucaliptos e até pinheiros. A primeira etapa era limpar a área verde. Quando a vegetação foi retirada, o geólogo percebeu que o projeto inicial não condizia com a realidade do terreno. Ele encontrou rachaduras maiores e em locais diferentes de onde havia planejado. Então nos disse: “Cancelem a obra, porque teremos que fazer uma readequação do projeto” — relatou o prefeito.

Diante da orientação técnica, o município optou por suspender os trabalhos.

— Cancelamos a obra e pedimos para que ele fizesse um segundo projeto. A readequação nos custou R$ 22.418,92. No projeto inicial, seriam necessários cinco taludes e cinco platôs para remover o material deslocado pelas chuvas. No novo projeto, são três taludes, com nova drenagem e a plantação de grama em toda a extensão do terreno, o que garantirá segurança ao final da obra — explicou Kiko.

O prefeito reforça que o objetivo principal é assegurar a estabilidade do solo e a tranquilidade das famílias que vivem nas proximidades.

— Devem ser retirados cerca de 41 mil metros cúbicos de terra até que se chegue a um terreno firme. Nossa prioridade é garantir que a obra traga segurança definitiva à comunidade — afirmou.

A presença do prefeito na Câmara, convocada pela mesa diretora, não tem relação direta com o pedido de informações protocolado pela bancada do PP. Por regimento, o requerimento dos vereadores progressistas solicita que o Executivo responda por escrito os questionamentos sobre a obra e anexe a documentação correspondente.

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