Quem vive em Flores da Cunha sabe que o vinho aqui não é só bebida, é herança. Nesta sexta-feira (6), essa riqueza cultura ganhará palco, música e mesa posta. A terceira edição do Festival Melhores Vinhos promete reunir turistas e comunidade no Parque da Vindima Eloy Kunz, com programação até domingo (8).
Com um dia a mais, a edição deste ano será a maior do Festival. Além disso, a programação dividirá espaço com o tradicional Encontro de Veículos Antigos, ampliando a diversidade de atrações e público.
Vinte e quatro vinícolas de Flores da Cunha estarão no parque, oportunizando ao público conhecer rótulos de estilos variados enquanto desfruta das atrações musicais e passeia entre automóveis que atravessaram décadas e continuam despertando admiração.
Vinícola que mais recebeu premiações no concurso Melhores Vinhos 2026, a Monte Reale conquistou medalhas em todas as categorias em que competiu: brancos, rosés, tintos jovens e de guarda, espumantes e moscatéis.
— O princípio é que, independente da proposta, se é vinho de entrada ou de guarda, a gente tenha um perfil com bastante facilidade de se tomar, que não seja tão complicado a ponto de dificultar o consumo, e que apresente qualidade em qualquer linha — explica o enólogo Giovani Giotto.
No evento, a Monte Reale levará os nove produtos medalhados neste ano. Entre eles, o Moscatel Rosé, vencedor do Troféu Gran Baco. Contudo, o favorito de Giotto é o Marcellin, que já tem o selo de Indicação de Procedência (IP) Altos Montes, que caracteriza a singularidade da região.
Reconhecida como Capital Nacional da Vindima e maior produtora de vinhos do Brasil, Flores da Cunha construiu parte importante da sua memória sob a videira, com o trabalho das famílias produtoras, a herança dos imigrantes e a relação entre a terra, a uva e o vinho. É essa história que o Festival Melhores Vinhos quer levar para dentro da taça de todos que visitarem.
Três dias de música
Com entrada e estacionamento gratuitos, a trilha sonora do Festival terá nomes locais e regionais e começa já na sexta-feira (6). A tradicional Banda Florentina subirá ao palco às 19h; já às 20h30min será a vez do sertanejo Mateus Boff.
No sábado, o palco terá muita diversidade até o anoitecer com Bruna e Felipe Banda (às 15h), Banda Mágicoz (16h30min), Santo Pagode (18h30min) e Poetas e Boêmios (20h).
Já o domingo terá um recorte de rock. O músico Charles Busker, 45 anos, natural de Canguçu, se apresentará às 10h30min e novamente às 13h. Ele conta que deixou o emprego de técnico em eletrônica em 2007 e foi tocar nas ruas de Porto Alegre, onde fez da arte profissão.
O artista já se apresentou várias vezes em Flores da Cunha, principalmente nos Encontros de Carros Antigos. Seu repertório reúne clássicos do rock dos anos 1960 aos 1990.
— Costumo dizer que são músicas velhas e boas: umas não tão velhas, umas não tão boas! Mas sempre inesquecíveis! — brinca Charles.
Já Rafael Haas subirá ao palco às 14h; e às 17h a festa terá encerramento com Os Rebobinados. A banda nasceu em 2018, em Flores da Cunha, da vontade de reunir amigos apaixonados por rock, e resgata sucessos do rock nacional dos anos 1980 e 1990. Com mais de 80 apresentações, o grupo demonstra um certo “frio na barriga” para a a estreia no festival.
— Somos uma banda da cidade. Fazer parte de um festival que valoriza nossa cultura, nossa história e uma das grandes riquezas do município é motivo de muito orgulho — destaca o vocalista Mateus Sugari, 37.
O cantor diz que o objetivo vai além do reconhecimento:
— Se conseguirmos fazer alguém cantar uma música que marcou sua vida, esquecer um pouco dos problemas e sair de um show mais feliz, já teremos cumprido nosso papel.
A expectativa da organização é que o Festival leve o visitante a permanecer mais tempo no município, conhecendo também as vinícolas, as rotas turísticas e outras experiências locais.
— Para a comunidade, é uma oportunidade de valorizar a produção do município, conhecer os rótulos das vinícolas locais e celebrar uma tradição que faz parte da identidade de Flores da Cunha. Para os turistas, o evento permite conhecer a diversidade dos vinhos produzidos, além de vivenciar experiências características da Serra Gaúcha — resume a subsecretária de Turismo, Vivian Schiavenin.

