A Estrada da Restinga, no interior de Flores da Cunha, está interditada para a obra de recuperação estrutural após os danos provocados pelas fortes chuvas e enchentes em maio de 2024. O trecho mais afetado chegou a apresentar deslizamento de terra, comprometendo a segurança e o tráfego de veículos.
Embora a alteração no percurso exija rotas alternativas e trajetos mais longos da comunidade, a orientação da Prefeitura é priorizar a segurança até a conclusão dos trabalhos. A expectativa é de que a obra seja finalizada até o fim de abril, dependendo das condições climáticas.
— Sabemos que neste momento há alguns transtornos por conta da via bloqueada, mas essa é uma obra necessária. Estamos realizando um trabalho importante de contenção e reconstrução nesse ponto justamente para evitar que problemas como esse voltem a acontecer — declarou o prefeito César Ulian.
O investimento é de R$ 300 mil, com recursos do Programa de Estradas Vicinais do Governo do Estado. Conforme o secretário municipal de Obras e Serviços Públicos, Valdir Machado, esta é uma das últimas intervenções diretamente relacionadas aos estragos causados pelas enchentes de 2024 no município.
O problema teve origem no transbordamento de um arroio próximo à via, que acabou passando sobre a estrada e provocando o desmoronamento de parte da estrutura. Desde então, o local vinha sendo utilizado de forma precária, com trânsito em pista única e risco para motoristas, inclusive para o transporte escolar e o escoamento da produção agrícola.
— Só passava um carro por vez e estava bem perigoso. Estamos fazendo a recuperação de toda a estrada. do início da Estrada do Flamengo até a comunidade da Restinga, mas ali é uma obra mais complexa — relata o secretário Machado.
Projeto para garantir durabilidade
A decisão municipal foi por encontrar uma solução definitiva para a região e conseguir recursos estaduais para o custeio. Esta proposta de garantir segurança e durabilidade à estrada seria a explicação para o tempo desde as chuvas de 2024 e o início destes trabalhos.
— A ideia é evitar novos problemas e dar mais segurança, principalmente pelo fluxo de caminhões na safra da uva no trecho — reforça Machado.
A intervenção abrange cerca de dois quilômetros da estrada, com serviços de alargamento da via e implantação de um novo sistema de drenagem pluvial. No ponto onde houve o deslizamento, está sendo construída uma estrutura de contenção, com base reforçada por pedras, após a retirada do material instável e a detonação de rochas.

