Um dia após o Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul (TRE-RS) afastar, por 5 votos a 1, a cassação do prefeito de Nova Pádua, Itamar Bernardi Kiko (MDB), e da vice-prefeita Renata Zampieri (MDB), Kiko afirma que o resultado era esperado e que o governo seguirá normalmente. Para ele, a decisão mantém o município no caminho traçado pela administração desde o início do mandato.
— Esta decisão não me surpreende. Bem pelo contrário. Continua tudo como está, alguns continuam tristes e a maioria felizes. Para o governo representa continuar com um grande trabalho que está sendo realizado — afirmou.
O prefeito também relaciona a continuidade do governo à articulação entre os partidos que integram a situação. Na sua avaliação, a unidade da base tem contribuído para avanços na administração. Ele cita como exemplo o desempenho de Nova Pádua no Índice de Participação dos Municípios (IPM) do ICMS.
“Temos que continuar a nossa caminhada”
O julgamento terminou com apenas um voto contrário à posição que prevaleceu no colegiado. O desembargador Antônio Maria Rodrigues de Freitas Iserhard divergiu do relator, Francisco Thomaz Telles, em relação às 116 cartas enviadas a eleitores de Nova Pádua e considerou preenchidos os requisitos para a caracterização de fraude eleitoral. A maioria, no entanto, acompanhou o relator e afastou a cassação.
Para Kiko, o resultado encerra uma etapa de um processo que passou por diferentes questionamentos antes de chegar ao episódio dos envelopes.
— O início do processo sempre deu ênfase a outras matérias absurdas, não tendo êxito, seguiram para o caminho dos envelopes. O resultado foi 5 a 1 — declarou.
Apesar do desfecho favorável, o prefeito evita dizer que o caso está definitivamente encerrado.
— Não sei se encerra, não depende de mim. Os munícipes precisam focar nos seus trabalhos e nas suas atividades. A grande maioria mostra descontentamento com esse processo. Entretanto, sabemos que temos que continuar a nossa caminhada.
Foco no que ainda falta
Com a cassação afastada pelo TRE-RS, o emedebista afirma que os objetivos da administração permanecem as mesmas.
— Nossas prioridades nunca foram alteradas em decorrência do processo. Estamos a um ano e oito meses de mandato e finalizamos 80% do nosso Plano de Governo.
Para a segunda metade restante do planejamento, a administração pretende concentrar esforços nas metas que ainda não foram concluídas. Entre elas, Kiko destaca o Plano Habitacional.
— Vamos priorizar os 20% faltantes. Vamos trabalhar — concluiu.

