30 inspiradoras, um público aproximado de 200 pessoas de diversos municípios e 100 quilos de alimentos não perecíveis doados à Liga Feminina de Combate ao Câncer. Estes são os números da segunda edição do Ella Lidera.
Feito por mulheres e para mulheres, o evento do último sábado (8) transformou o Clube Independente em palco de troca de experiências, networking e incentivo ao empreendedorismo feminino.
Em Flores da Cunha, o Ella Lidera 2025 foi idealizado pelo B2Ella Hub e integrou uma rede de nove cidades brasileiras e Lisboa (Portugal), ocorrendo de forma simultânea e gratuita em todos os locais.
Pelo segundo ano consecutivo a líder local que ajudou a tornar este movimento realidade foi Iara de Bona Barbosa, que agradece o empenho e a participação de todas nesta jornada enriquecedora:
— Acredito que conseguimos deixar o recado que não é sobre brilhar, é sobre iluminar. Porque quando a gente escolhe brilhar, a gente acaba ofuscando as outras pessoas, mas quando optamos por iluminar umas às outras, todas encontram o seu lugar e o seu protagonismo.
“Ninguém vai a lugar nenhum sozinho”
No primeiro painel da tarde, “Nem tudo são flores”, a empreendedora Júlia Dondé, que está à frente das franquias da Tudo em Grãos e da Alchi em Flores da Cunha, frisou a importância do trabalho em equipe:
— Eu acredito que cada uma tem um propósito e que vocês busquem deixar a marca de vocês na nossa cidade, no mundo em que a gente vive. Isso é muito bonito. E aceitem as opiniões das pessoas ao redor de vocês, a ajuda das pessoas. Ninguém vai a lugar nenhum sozinho.
“Não tenha medo de tomar decisões”
Ainda no painel “Nem tudo são flores”, a especialista em design de sobrancelhas e micropigmentação Ivana Fante salientou a importância de voltar os olhos para si, se autoconhecer e entender seus desejos e anseios.
— O que tenho a dizer para vocês, com base no que vivi, é: se desafiem, não tenham medo de tomar decisões. Eu tive (medo), mas foi uma coisa muito boa e que hoje eu vejo como foi importante na minha vida e como me deixou mais feliz, trouxe um significado diferente para mim. Então, encarem isso com coragem, busquem sempre um propósito, algo que faça sentido para vocês.
“Tenham coragem e sempre tenham paixão”
No bate-papo “Empreender além das barreiras”, a enóloga Jainara Godoi compartilhou sua trajetória inspiradora de uma mulher que se aventurou a mudar de profissão e deixar de lado o sonho de infância de trabalhar com moda para arriscar-se no universo do vinho.
— Essa minha retomada permeia por duas palavras: coragem e paixão. A coragem eu tive no momento em que eu ouvi meu coração dizendo “sai daqui, aqui (no universo da moda) acabou”. Ciclos se fecham, tenha coragem de finalizar, tenha coragem de retomar e de, aos 40 anos, voltar a estudar. O meu recado para todas vocês é: tenham coragem e sempre tenham paixão.
“Sem saúde e qualidade de vida, não temos nada”
A educadora física e empreendedora Diana Meneguzzo provocou uma reflexão no público presente ao enaltecer a importância da prática de exercícios e de manter uma alimentação saudável no dia a dia.
— Se a gente não tiver saúde e qualidade de vida, não temos nada. Não adianta pensar na estética sem valorizar a saúde antes. Então, primeiro, a gente deve ter uma boa alimentação e treinar. O treinamento é saúde, músculo é saúde. O corpo perfeito é ter saúde, ter qualidade de vida. Se vocês se alimentarem bem e treinarem vocês vão ter estética, vocês vão estar todas bem, tanto a mente quanto o físico.
“Quando as pessoas me desafiam, eu me fortaleço”
No painel “O teu pouco pode ser muito para a outra”, a presidente da Liga Feminina de Combate ao Câncer, Márcia Schiavenin frisou a importância de termos desafios diários em nossa vida.
— Eu penso que nunca se deve desistir. Eu adoro desafios, quando as pessoas me desafiam eu me fortaleço, gosto de lutar e de seguir adiante. Não é porque a gente está dentro de uma entidade sem fins lucrativos, com trabalho voluntário, como estamos hoje (que não teremos problemas). A gente encontra problemas, dificuldades e as pessoas nos desafiam diariamente.
“Os meus filhos vão fazer o que eu faço”
O painel “Entre colos e conquistas” foi além da maternidade e trouxe para o debate o equilíbrio das conquistas profissionais com a vida pessoal. A biomédica, sommelière e empreendedora Caroline Dani compartilhou sua trajetória e os desafios de ser mãe de uma criança atípica. Ela enfatizou que o maior exemplo que uma pessoa pode dar às outras é sua atitude.
— Eu costumo falar, na minha casa, que os meus filhos não vão fazer o que eu falo, eles vão fazer o que eu faço. No momento em que eu me fortaleço como mulher, que eu me permito sair de casa, trabalhar, que eu me permito ser exemplo para eles, eu me permito empreender e eles veem eu empreendendo, isso vai trazendo neles uma responsabilidade também de continuar.
“Não perca as oportunidades porque amanhã pode ser tarde”
No painel “Donna – vidas transformadas”, a empreendedora Tatiele De Martini Mezzomo contou sua participação no projeto Donna e como a iniciativa contribuiu para seu crescimento pessoal e profissional.
— Não perca as oportunidades porque amanhã pode ser tarde. Tudo que você puder faça hoje. Uma coisa que aprendi muito na minha vida foi falar com o meu coração. Independente da tua religião, independente do que você crê, a partir do momento em que você estiver em paz com o que você quer fazer vai dar certo. Vai ser doloroso? Vai! Vai ter pedras e espinhos? Vai! Para nascer a rosa tem o caule que tem espinhos. Então, é difícil? É, mas vale muito a pena seguir em frente, passar por tudo isso e ver que lá na frente o que você passou vale muito a pena você prosseguir.
“Ser forte é você acolher sua fraqueza”
Em “Conectar para iluminar” a terapeuta Marciana do Nascimento Zanardi falou sobre como a ansiedade e a depressão atingem o público feminino, especialmente pelo fato de as mulheres quererem ser fortes o tempo todo e sentirem que precisam aguentar tudo sozinhas.
— Ser forte é você acolher sua fraqueza também e dizer que está tudo bem. Eu sou humana e preciso ser cuidada para que amanhã eu possa cuidar. Eu também preciso aprender a me amar porque vai ter momentos que não vai ter ninguém para me dar um abraço. Você vai ter que se abraçar e que você sinta o abraço curador quando você se abraçar, porque a mesma cura que tem no abraço que você dá nas outras pessoas é a cura que você vai transmitir para você mesma.
“É na dor que a gente realmente aprende”
Uma reflexão sobre o propósito da vida e mudanças serem necessárias para ressignificar nossa existência. Este tema foi abordado no bate-papo “Dor ou remédio — uma jornada de sucesso”, conduzido pela psicóloga especialista em proteção da infância e superação do abuso, Márcia Fernandes Mendes.
A palestrante encorajou as mulheres a saírem da zona de conforto e buscarem algo maior para suas vidas, tanto profissional quanto pessoal:
— Quando eu encontrei o meu propósito não foi porque tudo deu certo, foi porque eu finalmente olhei para tudo que deu errado e entendi que era dali que nascia a minha missão. Geralmente é assim, é difícil um propósito vir só por coisas boas, porque é na dor que a gente realmente aprende, que a gente realmente sente que precisa fazer algo.

