Com relatos de falta de água em pelo menos nove bairros, a Prefeitura de Flores da Cunha solicitou a abertura de um processo administrativo contra a Corsan/Aegea. No ofício enviado à Agência Reguladora Intermunicipal de Saneamento (Agesan), o Município solicita a verificação das ocorrências e a adoção de medidas mais rigorosas, incluindo a revisão e a ampliação das penalidades aplicadas à concessionária.
A Prefeitura também afirma ter notificado formalmente a Corsan para que esta apresente, no prazo de 48 horas, um plano de ação detalhado com cronograma para solução dos problemas, além do reforço de equipes, intensificação das manutenções e adoção de medidas emergenciais para garantir o abastecimento.
Os problemas no abastecimento foram relatados em diversos bairros, incluindo União, Videiras, São Gotardo, Pérola, Aparecida, São José, Colina de Flores, Morada do Camping e Lagoa Bela.
A reportagem entrou em contato com a Corsan/Aegea e aguarda uma manifestação sobre esta nova crise em Flores da Cunha. Nas últimas semanas, a Corsan alertou sobre manutenções que, temporariamente, interfeririam no abastecimento em determinados bairros. No início de março, também foi anunciada a perfuração de um novo poço com investimento de R$ 400 mil.
Crises são periódicas
As falhas no abastecimento de água tem sido um tema recorrente em Flores da Cunha. Em janeiro, o município enfrentou uma crise séria de desabastecimento, com bairros ficando dias sem água. Na época, a Prefeitura também solicitou um plano emergencial com datas para a Corsan. Em fevereiro, após a abertura de um novo poço na Praça Nova Trento, a Corsan considerou que a crise estava superada.
Esta subida de tom da Prefeitura é um desdobramento da sucessão de crises. Em março de 2025, uma audiência pública na Câmara de Vereadores escancarou a gravidade das falhas de abastecimento. Foram quatro horas de fortes desabafos de moradores de diferentes bairros. Uma semana depois, a Corsan consertou 62 vazamentos em tubulações e considerou que a crise estaria solucionada.
Seis meses depois, em outubro de 2025, as reclamações sobre falhas no abastecimento retornaram com intensidade. Crise que se agravou até a virada do ano, quando os vereadores de Flores da Cunha procuraram o Ministério Público em busca de uma alternativa jurídica contra a Corsan.
População precisa registrar problemas
Nesta empreitada por soluções pela Corsan, a Prefeitura reforça a importância da participação da comunidade no registro das ocorrências. É com base nestes protocolos que o Município consegue dimensionar a crise e pressionar a companhia por medidas mais efetivas.
Canais para registro de falta de água
- WhatsApp: (51) 99704-6644
- Ligação gratuita e WhatsApp: 0800 646 6444
- Aplicativo Corsan
- Site: cliente.corsan.com.br

