O início de um novo ano letivo sempre traz uma mistura de expectativa, organização e renovação. Na Terra do Galo, enquanto famílias e educadores se preparam para a volta às aulas de 2026, o comércio já sente os primeiros reflexos da procura por materiais escolares.
Na rede municipal, o calendário prevê o início das atividades com os estudantes no dia 16 de fevereiro, com encerramento do ano letivo em 15 de dezembro. O recesso escolar será entre 20 de julho e 2 de agosto. Já nas escolas estaduais, as aulas começam em 18 de fevereiro e seguem até 18 de dezembro, com recesso de 27 de julho a 2 de agosto.
Com menos de duas semanas para o início, papelarias e lojas especializadas passam a receber um público atento aos preços e às listas exigidas pelas escolas. O movimento ainda é considerado moderado e a expectativa é de crescimento nas próximas semanas.
— O volume de vendas ainda não está muito expressivo, pois muitos pais aguardam o pagamento para efetuar as compras. Por enquanto, a procura está concentrada nos itens descritos nas listas de materiais escolares — explica Patriele Zanella Slaviero, sócia-proprietária da Decoris Presentes.
Segundo ela, o perfil do consumidor também mudou nos últimos anos, exigindo adaptação por parte dos lojistas.
— Hoje o mercado oferece muitas opções de marcas com qualidade e preço justo. Antes existia basicamente o muito barato e o muito caro, e isso mudou bastante. Mesmo assim, percebemos que muitos pais estão mais criteriosos e uma grande parte migrou para a compra on-line, o que reflete no volume das vendas das lojas físicas — avalia.
Busca por preços
Do lado dos consumidores, a pesquisa de preços virou regra. A vendedora Patrícia Noronha, 45 anos, que buscava os materiais do filho Pedro Henrique, 11 anos, relata que o processo exige atenção redobrada.
— Foi um pouco cansativo. Tem tanta opção que é fácil se perder, e alguns preços realmente me surpreenderam. Acabei tendo que pesquisar bastante antes de decidir — considera Patrícia, que destaca os itens que pesaram mais no orçamento familiar neste ano:
— Principalmente os cadernos, a mochila e alguns kits de lápis e canetas. Alguns materiais que meu filho já usava subiram bastante de preço, então precisei procurar alternativas mais em conta — afirma.
Para economizar, Patrícia adotou estratégias que se tornaram comuns entre os pais.
— Comprei apenas o que era realmente necessário, pesquisei em diferentes lojas e aproveitei promoções. O que nós pudemos reaproveitar de material do ano passado, vamos usar de novo neste ano. Também adquiri alguns itens on-line, que às vezes saem mais baratos do que na loja física. Dá mais trabalho, mas faz toda diferença no final — ressalta.

