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Além da uva, festa de Otávio Rocha passou a exaltar a produção de morangos

Em fevereiro e março de 2009 foi realizada a 11ª Fecouva e a 1ª Festa do Moranguinho
Izaia José Galiotto cultiva morangos semi hidropônicos em sua propriedade (Foto: Karine Bergozza)

Com o passar dos anos, o terceiro distrito de Flores da Cunha se destacou no cultivo de morangos. Para exaltar essa produção, a Festa Colonial da Uva (Fecouva) passou a incluir o nome da fruta. Foi assim, que em fevereiro e março de 2009, foi realizada a 11ª Fecouva e a 1ª Festa do Moranguinho.

Caroline Scopel foi eleita como rainha, acompanhada pelas princesas Camila Baggio e Aline Vanzin (Foto: Acervo Floriano Molon/ Divulgação)

O baile de escolha da corte foi realizado no Grêmio Esportivo Otávio Rocha. Caroline Scopel foi eleita como rainha, acompanhada pelas princesas Camila Baggio e Aline Vanzin.

O evento, que teve como presidente Ivanor Calgaro, contou com a tradicional exposição de uvas e morangos na Cantina Slaviero e dois desfiles de carros alegóricos. Durante aquela festa foi inaugurado o busto ao Dr. Otávio Rocha, que revitaliza a memória histórica da região. Cerca de 25 mil pessoas passaram pelo distrito durante os cinco dias de festividades.

44,63% da produção municipal

Conforme dados registrados nos talões de produtor de 2024, Otávio Rocha tem participação significativa na produção agrícola de Flores da Cunha. É responsável por 12,57% da produção de uvas do município e por 44,63% da produção de morangos.

A uva ocupa o primeiro lugar como o alimento mais produzido na Terra do Galo, o morango, por sua vez, ocupa a quarta colocação, atrás de aves e ovos de aves.

Essa forte contribuição para o município é feita por agricultores como Izaia José Galiotto, 63 anos, que cultiva morangos há mais de três décadas. Ao lado da esposa, Fátima Isoton Galiotto, 65, e dos filhos Greici e Jardel Galiotto, de 31 e 29 anos, ele conta que foi “uma cobaia” na produção de morangos semi hidropônicos.

— Quem começou mesmo foi o Arlindo Calgaro, o pai da Karina Calgaro (princesa), e no ano seguinte fui eu. Tinha um agrônomo de Caxias do Sul que foi viajar, viu e queria alguém que tentasse e abraçasse essa ideia de fazer morango semi hidropônico, e então nós abraçamos. Sofremos os primeiros anos, mas depois deu tudo certo — revela Izaia, explicando que trabalha com esse sistema até hoje e que considera o manuseio e o tratamento muito mais fáceis.

Símbolos para a nova festa

Ermelinda Galiotto Dani desfilou ao lado do mascote na 1ª Festa do Moranguinho (Foto: Acervo Ermelinda Dani/ Divulgação)

Quem também trabalha com morangos semi hidropônicos há 25 anos é Ermelinda Galiotto Dani, 65 anos. A agricultora lembra que a 1ª Festa do Moranguinho foi fruto da reunião das famílias que cultivavam a fruta e decidiram que era hora de dar mais destaque ao produto.

— Então nós fizemos o carro (alegórico) do morango, mas, como era 1ª Festa do Moranguinho, a primeira coisa que veio na minha cabeça foi fazer o mascote do morango. E foi aí que começou com o mascote, eu fiz e ele desfilou em cima do carro pela primeira vez, junto com outros morangos. Depois esse mascote se tornou um sucesso — conta Ermelinda, empolgada.

A agricultora revela que a ideia de criar um mascote também para a uva surgiu quando atuou como vice-presidente da 2ª Festa do Moranguinho, que teve Ademir Barp como presidente e Alexandra Araldi Molon como tesoureira.

— Então, nós passamos a ter o mascote da uva e do morango, e até hoje eles estão andando por aí — orgulha-se Ermelinda.

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