Home Destaque Com enoturismo em alta, Flores da Cunha recebe curso de qualificação

Com enoturismo em alta, Flores da Cunha recebe curso de qualificação

Formação prepara profissionais para atender um visitante cada vez mais conectado ao destino
Curso reúne representantes das vinícolas dos Altos Montes (Foto: Ivone Fávero/Divulgação)

Flores da Cunha começou a semana discutindo o que existe além da taça. Na terça-feira (15), profissionais ligados ao vinho e ao turismo participaram do primeiro encontro da Escola de Enoturismo no município. As aulas, no Letto Hotel, são uma parceria com a Associação dos Produtores dos Vinhos dos Altos Montes.

A formação parte de uma transformação que já se percebe em toda a região. A experiência de quem chega para conhecer uma vinícola não se resume à visita e à degustação. Hospedagem, gastronomia, atendimento, comércio e a própria maneira como o destino recebe o visitante também entram nessa conta.

Criada neste ano por Artur Farias, Ivane Fávero e Lucinara Masiero, a Escola surge para acompanhar o crescimento do enoturismo e a demanda por profissionais preparados para uma atividade que ganhou espaço dentro dos negócios ligados ao mundo do vinho.

“Visão de mercado e profissionalização”

A formação terá cinco encontros presenciais, com 20 horas de duração, até 20 de outubro. O conteúdo percorre temas como território, hospitalidade, atendimento, experiência do visitante, comunicação, storytelling e gestão.

Para Ivane Fávero, a realização do curso em Flores da Cunha acompanha o avanço do município no segmento.

— Flores avançou muito no enoturismo e já é referência nacional, não só pela qualidade dos seus vinhos. Pensamos o curso de forma adaptada para a realidade local, um curso mais condensado, ainda mais intensivo — ressalta.

A capacitação reúne profissionais de vinícolas e de outros segmentos ligados à atividade turística. A lógica parte de uma constatação: a experiência de quem visita uma região produtora de vinhos começa antes da taça e continua depois dela. Quem chega para conhecer uma vinícola pode se hospedar em um hotel, fazer uma refeição, visitar um empreendimento, comprar produtos, contratar um passeio ou simplesmente circular pela cidade. Cada uma dessas etapas interfere na percepção que o visitante leva da região.

— O enoturismo deixou de ser apenas uma atividade complementar das vinícolas para se tornar uma unidade estratégica de negócio. Impacta em faturamento, posicionamento de marca, relacionamento com o consumidor e desenvolvimento regional. Isso exige gestão, visão de mercado e profissionalização — explica o idealizador Artur Farias.

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