A forma de aquisição dos contêineres para coleta de lixo em Flores da Cunha provocou uma crítica do vereador Oscar Francescatto (PL) ao sistema de licitações.
— Eu sou anti-licitação. Porque licitação nunca ganha a qualidade, ganhar o menor valor. E sabemos que o menor valor a qualidade não é das melhores — declarou o parlamentar na sessão desta segunda-feira (24).
A manifestação ocorreu durante a defesa de sua proposta que a Prefeitura estude a locação dos contêineres destinados à coleta de resíduos sólidos urbanos, em substituição à aquisição direta desses equipamentos que atualmente ocorre. O vereador defende que mudança traria um melhor custo-benefício, considerando o investimento inicial para a aquisição e também as despesas relacionadas à manutenção, reparos e substituição de unidades danificadas.
— Não custa fazer um estudo se é mais viável locar do que comprar. Estes contêineres, sua durabilidade, não dura três ou quatro anos. Por isso, peço este estudo, já que em Garibaldi há uma empresa especializada na locação de contêineres.
Vereadores tem divergência sobre valores
Citado por Francescatto, o vereador Deivid Schenato (PP), que é o líder de governo no Legislativo, declarou que há uma divergência nos valores citados dos contêineres.
— Tu trouxe para esta Casa um valor de R$ 4 mil e pouco por contêiner, enquanto a licitação foi de R$ 1 mil e alguma coisa. Podemos confirmar estes valores exatos depois — declarou.
O último registro de preços promovido pela Prefeitura ocorreu em outubro de 2024 e teve como vencedora a empresa Life Clean, do Rio de Janeiro. O pregão eletrônico tinha um valor estimado em R$ 1.135.200,00, e a proposta carioca foi de R$ 548.900,00. Na ocasião, a Prefeitura adquiriu 200 contêineres amarelos (seletivo), pelo valor unitário de R$ 1.372,25, e 200 contêineres verdes (resíduos orgânicos), por R$ 1.372,25 cada.
Em junho de 2025, em resposta ao jornal O Florense, a Prefeitura de Flores da Cunha declarou ter adquirido “mais de 750 contêineres nos últimos quatro anos“. A matéria esclarecia o motivo de tantos equipamentos ficarem “parados” no pátio da prefeitura.
Antes do pregão de 2024, em julho de 2022, a Prefeitura de Flores da Cunha publicou uma notícia sobre os atos de vandalismo contra contêineres. Na ocasião, foi divulgado que cada equipamento tinha o custo de R$ 2680,00 aos cofres públicos. Na época, Flores da Cunha contava com 1,3 mil contêineres.
“Método de transparência”
Em sua manifestação o vereador Schenato também defendeu o processo licitatório na gestão pública:
— Quero dizer que sou favorável a licitação porque é o método de dar transparência ao recurso público. E sobre fazer um estudo, certamente já foi feito e por isso foi escolhida a compra e não a locação de contêineres. Legalmente, não se pode direcionar a licitação para esta empresa de Garibaldi — apontou Schenato, lembrando que para a locação também será preciso ser aberto um edital para determinar a empresa vencedora.

