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Consepro apoia implantação do primeiro presídio feminino em Caxias do Sul

Estrutura, que tem inauguração prevista para o segundo semestre de 2026, será referência para receber as detentas de Flores da Cunha e região
Reforma do antigo "albergue", desativado em 2016, é feita com mão de obra prisional (Foto: SSP RS/ Divulgação)

A Serra Gaúcha está em vias de ter a sua primeira casa prisional exclusiva para mulheres. A construção do presídio em Caxias do Sul conta com o apoio financeiro do Conselho Comunitário Pró-Segurança Pública (Consepro) de Flores da Cunha. A unidade terá capacidade para 96 mulheres privadas de liberdade e tem inauguração prevista ainda no segundo semestre deste ano.

A entidade florense decidiu contribuir após ser procurada pelo diretor do Instituto Penal de Caxias do Sul, Altamir João Bianchi. Segundo o presidente do Consepro, Giovanni Arraldi Boscatto, a decisão foi aprovada em assembleia e registrada em ata. Os recursos utilizados são provenientes de valores destinados ao Consepro por meio de processos judiciais para investimentos em segurança pública.

Apesar de defender a importância de apoiar a construção para toda a Serra Gaúcha, o Consepro de Flores da Cunha não divulga qual valor destinou para a obra. Questionado sobre, o presidente Boscatto afirma que a opção é não informar a quantia para evitar comparações com outros municípios que também deverão contribuir.

A reforma é realizada com mão de obra prisional. Até então, a Serra não conta com nenhuma unidade prisional exclusivamente feminina. Os espaços existentes são adaptados dentro de presídios destinados para homens — que estão superlotados e aguardam a criação de mais 1.650 vagas com a inauguração de uma nova penitenciária no Apanhador, em Caxias do Sul.

Mais 96 vagas

O presídio feminino surge da reforma do prédio onde funcionava o antigo regime semiaberto do Instituto Penal de Caxias do Sul, conhecido como “albergue”, que foi desativado em 2016. A estrutura está sendo adaptada para receber exclusivamente mulheres.

O diretor do Instituto, Altamir João Bianchi, aponta que o investimento é necessário para ampliar a oferta de vagas femininas na Serra Gaúcha.

— A ideia da reforma do prédio para a criação de 96 vagas às custodiadas femininas, mesmo que provisoriamente, veio da perspectiva de uma resposta rápida à demanda que se apresentava — explica.

As obras começaram em março e estão na fase de acabamentos. Ainda não há data definida para a inauguração. Depois da conclusão da reforma, será necessária a instalação dos equipamentos e a definição do efetivo de servidores que trabalhará na unidade.

A importância de uma nova casa prisional chegou ao Consepro florense. Historicamente, Flores da Cunha já envia seus presos para as casas prisionais de Caxias do Sul — ou seja, depende destas vagas prisionais. O presidente Giovanni Boscatto ressalta que a decisão de participar financeiramente é por entender que a unidade trará benefícios para a segurança pública da Terra do Galo.

— Temos um caixa oriundo de processos judiciais, no qual somos contemplados para fomentar a segurança pública. Entendemos que esta demanda se enquadra no propósito da entidade — afirma.

O presidente defende a participação de entidades e empresas na implantação de estruturas de segurança pública diante das limitações do poder público.

— Sabemos que algumas coisas andam mais rápidas com a colaboração do setor privado — argumenta.

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