A Câmara de Vereadores de Flores da Cunha aprovou o repasse de mais R$ 596.766 para a construção do Teatro Municipal, dentro da Casa de Cultura Flávio Luis Ferrarini. O novo recurso será destinado à execução de serviços que ficaram de fora do projeto original por limitações orçamentárias.
O valor será repassado ao Instituto Flávio Luis Ferrarini e permitirá a instalação do forro acústico da plateia, revestimentos acústicos das paredes, iluminação arquitetural, além da complementação dos sistemas de climatização, instalações elétricas e piso acústico.
Segundo a justificativa do Executivo à Câmara, a suplementação não altera o projeto originalmente aprovado nem representa uma nova obra, mas qualifica tecnicamente o empreendimento.
— A complementação financeira é necessária para viabilizar serviços e materiais que não puderam ser contemplados na proposta original em razão dos limites orçamentários do projeto submetido ao Governo do Estado, por meio da Lei de Incentivo à Cultura (LIC) — explica a subsecretária de Cultura, Adriana Boeira Dotti.
Conforme a gestora cultural do projeto e diretora da Patrimonium, Cristina Seibert Schneider, a maior parte do investimento será aplicada em elementos considerados fundamentais para o conforto e o desempenho acústico do teatro.
— O forro acústico será executado com material térmico, acústico e incombustível, em uma área de aproximadamente 445 metros quadrados — destaca.
Inauguração ainda sem data
Embora a obra esteja na fase de acabamentos e instalação dos sistemas complementares, a inauguração do teatro ainda não tem data definida.
De acordo com Cristina, a aprovação do novo recurso ampliou as metas do projeto e exigirá a readequação do cronograma de execução.
— A previsão é divulgar a data oficial nas próximas semanas — afirma.
Equipamentos dependem de nova captação
Mesmo com a conclusão desta etapa, o teatro ainda precisará de novos investimentos. A previsão é que, em 2027, seja apresentada uma nova proposta ao Procultura RS para viabilizar a compra definitiva dos equipamentos de som e iluminação.
Até lá, parte desses equipamentos deverá ser utilizada de forma provisória para permitir o início das atividades. Os recursos para essa fase, no entanto, ainda não estão garantidos e dependerão da aprovação do projeto e da posterior captação.

