O momento de celebrar os 70 do Hospital Beneficente Nossa Senhora de Fátima, de Flores da Cunha, também é o de olhar para o futuro. Assim como há sete décadas atrás, a população continua a crescer e a comunidade precisa se unir para ampliar o atendimento. Esta é a proposta da campanha “Novo Centro Cirúrgico: sua mão nesta obra“.
— Há uma necessidade dessa ampliação. Até porque a maior fonte de renda do hospital é o bloco cirúrgico. A gente tem até um lema a ser seguido que é de fazer bem o que a gente está fazendo e ir melhorando todos os dias — destaca o presidente da gestão 2025/2028, Bertinho Piccoli.
Após a obra, prevista para ser entregue no fim de 2027, o novo Centro Cirúrgico terá uma área total de 255 metros quadrados, sendo 143 de área nova e 112 de área reformada. A ampliação mais que dobraria o número de leitos para procedimentos, que passaria de oito para 17.
— Faremos três andares de estruturas do prédio e o bloco cirúrgico ficará no último andar. Estamos pensando que esses primeiros dois andares serão muito úteis até a curto prazo. Porque para ter essa ampliação toda, com essa metragem quadrada, precisaremos demolir uma parte do nosso almoxarifado. Então, no primeiro andar, futuramente, a gente terá o almoxarifado — detalha Piccoli, que acredita que o segundo andar comportaria diversas salas.
Mesmo sem uma definição exata, o presidente adianta que a obra de ampliação deve ser iniciada ainda em 2026.
— Queremos começar este ano, com certeza. Eu acredito que nos próximos 60, 90 dias, a gente já vá iniciar e aí vai tendo continuidade, com certeza.
“Eu também faço parte”
À frente da instituição desde 2022, Piccoli explica que a diretoria desenvolve um trabalho para inserir o hospital na comunidade e, dessa forma, garantir que conquiste credibilidade aos olhos do município.
— Se nós analisarmos o hospital, nos últimos 10 anos, ele realmente está sendo visto de uma forma bem diferente. Nós estamos aqui administrando “uma coisa” que é da comunidade e fazer a gestão hospitalar é muito complicado. Existem leis, normas a serem seguidas, esclarecimentos para a sociedade, para os nossos parlamentares, para os governos estadual, municipal e federal. A responsabilidade dobra! — considera o presidente.
Piccoli contextualiza que, mesmo com o cenário econômico desfavorável, o município está indo ao encontro da campanha e que a adesão da comunidade, desde seu lançamento, tem sido bastante significativa.
— Isso tudo que a gente está fazendo volta para a sociedade. Lá no início nós tínhamos tido a ideia de buscar esse R$ 1 milhão por meio de uma rifa. Mas chegamos à conclusão que a rifa termina naquele dia e nós queríamos, realmente, que a sociedade participasse do projeto. Nada melhor do que ela dar essa ajuda, essa contribuição, e poder dizer: “eu também faço parte da ampliação do bloco cirúrgico”.
Como ajudar
A ampliação tem valor estimado em R$ 5 milhões e o plano de captação envolve R$ 2 milhões do Estado e mais R$ 2 milhões da União. É justamente para captar o R$ 1 milhão faltante que a equipe do hospital busca mobilizar a comunidade florense e os empresários a investirem.
Para que todos possam colaborar, foram criadas cotas de investimento.
- Cota Diamante (empresas e indústrias de grande porte)
- Cota Ouro (empresas e indústrias de porte intermediário)
- Cota Prata (comércios e empresas de menor porte)
- Cota Bronze (serviços e profissionais liberais)
- Cota Especialista (corpo clínico e parceiros da saúde)
- Cota Amigo Fátima (pessoas físicas e voluntários)
Doações em Pix podem ser feitas para a chave m2@hfatima.com.br.


