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Câmara de Vereadores aprova criação de órgão para políticas voltadas às mulheres em Flores da Cunha

Proposta prevê estrutura dentro da assistência social para centralizar ações de igualdade de gênero, reforçar prevenção à violência e viabilizar acesso a recursos estaduais
Até então, a vereadora Silvana De Carli liderava a Procuradoria da Mulher em em âmbito legislat (Foto: Junior Port de Oliveira / Câmara de Vereadores, divulgação)

A Câmara de Vereadores de Flores da Cunha aprovou a criação do Organismo de Políticas para as Mulheres (OPM). A nova estrutura, dentro da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social, centralizará as políticas públicas voltadas à igualdade de gênero e permitirá acesso a recursos estaduais.

O vice-prefeito Marcio Rech explica que a principal mudança prática é a criação de um novo cargo de diretoria voltado exclusivamente à causa das mulheres, com a missão de desenvolver campanhas de conscientização e ações concretas de prevenção à violência.

— O efeito prático é criar um cargo para uma pessoa poder trabalhar exatamente essas iniciativas de proteção à mulher. Esse trabalho já existia, mas a Secretaria possui diversas outras demandas — explica.

A criação deste novo cargo, e de toda a estrutura, atende a requisitos exigidos pelo Estado para que os municípios possam participar de programas e acessar recursos voltados à área.

— Esse trabalho estava dividido entre vários setores da Secretaria. Com a nova estrutura, teremos uma pessoa com olhar direto para a proteção das mulheres — resume Rech.

Durante a discussão do Projeto de Lei, a vereadora Silvana De Carli (PP) defendeu que Flores da Cunha já desenvolve ações voltadas à proteção das mulheres e que a nova estrutura dará continuidade e maior visibilidade ao trabalho.

— Na legislatura passada, propusemos a criação da Procuradoria da Mulher. Desde então, trabalhamos com a conscientização da violência doméstica nas escolas, na comunidade, nas empresas, por meio de palestras e materiais informativos — afirmou.

A parlamentar lembrou ainda a criação da Rede de Proteção às Mulheres, no ano passado, que aproximou todas as forças de segurança e entidades que atuam na proteção da mulher e combate à violência.

Adequação às diretrizes estaduais

A proposta destaca que o novo organismo não substitui serviços já existentes, como o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) e o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS). O papel do OPM será organizacional e articulador, buscando fortalecer e integrar as iniciativas já desenvolvidas no município.

Silvana ressalta que a criação desta estrutura acompanha uma orientação do Governo do Estado, que recentemente recriou a Secretaria Estadual da Mulher e passou a incentivar os municípios a estruturarem órgãos específicos para tratar destas políticas públicas.

— Entendemos a necessidade de dar mais visibilidade para esse tema. Alguns municípios ainda não possuíam nenhuma estrutura voltada a essa pauta. O que precisamos é trabalhar a conscientização e a informação para evitar novos feminicídios — ressaltou.

A aprovação do projeto é vista como requisito para o município firmar parcerias e acessar recursos estaduais destinados ao fortalecimento dessas políticas.

Cargo específico para fortalecer ações

Além da criação do organismo, o município deverá analisar um Projeto de Lei Complementar para criação do cargo de diretor responsável pela coordenação das ações da área. Entre as atribuições previstas estão a implementação de políticas públicas para as mulheres, a promoção da igualdade de gênero, a prevenção e o enfrentamento da violência, além do incentivo à autonomia econômica, social e política das mulheres.

Nos últimos anos, a vereadora Silvana exercia uma função semelhante, no âmbito legislativo, à frente da Procuradoria da Mulher.

— É um tema que precisa estar concretizado e fixo no município, independentemente de quem esteja ocupando os cargos. Com a criação do departamento, haverá uma pessoa responsável por dar sequência a esse trabalho — salientou Silvana, na tribuna.

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