Home Destaque Missas passam a ser realizadas no salão paroquial após incêndio na Igreja Matriz de Flores da Cunha

Missas passam a ser realizadas no salão paroquial após incêndio na Igreja Matriz de Flores da Cunha

Após incêndio que destruiu Igreja Matriz Nossa Senhora de Lourdes, comunidade adapta espaço provisório, mantém missas e se mobiliza para reconstrução do templo
Fiéis se mobilizam desde as primeiras horas do dia para organizar o salão paroquial, adaptado para a missa de Nossa Senhora de Caravaggio, celebrada nesta terça-feira (26), às 18h, em Flores da Cunha (Foto: Sohfia Marcon Fiorese)

A comunidade de Flores da Cunha vive momentos de comoção após o incêndio que atingiu a Igreja Matriz Nossa Senhora de Lourdes na última segunda-feira (25). Com a destruição do teto e de grande parte da estrutura interna do templo centenário, as celebrações religiosas foram transferidas temporariamente para o salão paroquial.

Mesmo diante do cenário de perda, a fé mobiliza os fiéis. Nesta terça-feira (26), feriado de Nossa Senhora de Caravaggio, a missa está mantida e será celebrada às 18h no novo espaço, adaptado às pressas pela comunidade.

Desde as primeiras horas do dia, voluntários trabalham na organização do salão, montando altar, separando objetos litúrgicos que foram preservados e adequando o ambiente para receber os fiéis. Parte dos itens sacros foi retirada a tempo e agora está sendo reorganizada para uso nas celebrações.

“Voltar o quanto antes para a nossa igreja”

O pároco Jadir Segalla destacou a importância da retomada das celebrações como forma de fortalecer a comunidade diante do momento difícil.

— Montamos um espaço litúrgico para acolher bem as pessoas. Agora, mais do que nunca, precisamos da oração. É a fé que vai nos fortalecer a cada instante. Hoje eu acho que vai ter bastante também. Tomara, Deus, precisamos. A vida da igreja, que infelizmente o fogo nos tirou, passou para o salão. Mas queremos voltar o quanto antes para a nossa igreja — considera.

Gilvana Berton Bulla (Foto: Sohfia Marcon Fiorese)

A coordenadora da catequese, Gilvana Berton Bulla, de 63 anos, descreve o sentimento coletivo como um misto de dor e esperança.

— É um sentimento de abalo, porque ali está toda a nossa história. Eu me criei ali. É como um luto, não por uma pessoa, mas por algo que fez parte da vida de todos nós — relata.

Corpus Christi será mantido

Apesar da tristeza, Gilvana destaca a união da comunidade diante da tragédia.

— Ao mesmo tempo, existe a esperança. O povo está mobilizado, todos têm alguma história dentro daquela igreja. A gente acredita que ela vai ser reconstruída. Mais do que nunca, precisamos rezar e ter força — afirma.

Apesar do cenário, as celebrações de Corpus Christi serão mantidas, com as demais atividades seguindo normalmente conforme o calendário.

— Tivemos uma reunião na prefeitura e eu disse que deveríamos manter, porque a vida segue, nós precisamos continuar. E também, de certa forma, agradecer a Deus por não termos tido nenhuma vítima. Em relação às missas, haverá a celebração campal, que é uma tradição, enquanto as demais serão realizadas no salão paroquial. Tudo permanece como estava previsto no calendário — confirma o Frei Jadir.

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