Home Destaque Excesso de velocidade preocupa moradores e amplia pedidos por redutores em Flores da Cunha

Excesso de velocidade preocupa moradores e amplia pedidos por redutores em Flores da Cunha

Com 30 indicações legislativas, que representam apenas parte das reclamações da comunidade, moradores relatam insegurança, enquanto prefeitura reforça critérios para instalação de quebra-molas
(Foto: Sohfia Marcon Fiorese)

O excesso de velocidade praticado nas ruas de Flores da Cunha é uma preocupação constante da comunidade. Isto fica evidente nas 30 indicações legislativas solicitando à instalação de redutores de velocidade em ruas de diversos bairros. Foram 26 pedidos em 2025 e mais quatro nos três primeiros meses de 2026.

As indicações são propostas apresentadas por vereadores ao Executivo, sem caráter obrigatório, mas que sinalizam demandas da comunidade. Os pedidos por esta ferramenta são apenas uma parcela das reinvindicações de quem teme o pior em sua rua.

Um dos exemplos deste temor diário está na Rua 17 de Julho, no bairro União. Os moradores relatam o intenso movimento de veículos que, aliado ao excesso de velocidade e à imprudência dos condutores, gera frequentes situações de insegurança.

— É muito, mas muito movimento. É o dia todo, mas tem momentos em que piora bastante. E coincide com o horário em que as crianças estão na rua, porque já chegaram da escola. A gente fica apreensivo o tempo todo — desabafa Sueli Borges Vieira, 59 anos, moradora do União há uma década.

Na opinião da comunidade local, a instalação de redutores de velocidade é urgente, principalmente em pontos específicos da via onde a visibilidade fica limitada.

— Não tem nada que faça os carros diminuírem. Eles vêm embalados. Já teve a situação de uma criança quase ser atingida, foi por muito pouco. O carro fechou a menininha. Só não aconteceu algo pior porque ela conseguiu desviar a tempo. Pelo menos dois quebra-molas seriam necessários — opina Sueli.

“Muitos motoristas não têm esse bom senso”

Além das situações de quase acidente, há relatos de consequências mais graves. O supervisor de logística Valdenei Melo Santos, 43, relembra o atropelamento de um cachorro.

— Era um cachorrinho que todos conhecia na rua, que não incomodava ninguém. Quando aconteceu, foi muito triste, gerou uma comoção grande — conta.

As características da Rua 17 de Julho, na opinião de Valdenei, exigem uma condução mais cautelosa por parte dos motoristas — o que nem sempre ocorre.

— A rua é estreita, tem carros estacionados dos dois lados, então naturalmente exigiria mais cuidado e atenção. Mas, muitos motoristas não têm esse bom senso — lamenta.

Moradora da 17 de Julho há três décadas, Veronilce Capeletti Toscan, 61, aponta que, mesmo com supervisão, o risco permanece elevado:

— Às vezes estamos em várias pessoas cuidando das crianças, cada uma olhando um pouco, e mesmo assim não tem como dar conta de tudo. Os carros passam muito rápido, não reduzem. A gente fica sempre com receio.

10 redutores instalados no último ano

Sobre as demandas da população, a Secretaria Municipal de Segurança Pública, Transportes e Mobilidade reforça que cada solicitação deve passar por uma análise técnica criteriosa antes de qualquer decisão.

Segundo o secretário Itamar Brusamarello, a liberação desse tipo de equipamento está condicionada a estudos prévios que consideram uma série de variáveis. Entre os principais pontos avaliados estão o volume de veículos que circulam pela via, a velocidade média registrada, o histórico de acidentes e as próprias características físicas do local, como geometria da pista e condições de visibilidade.

Há ainda uma priorização de áreas consideradas mais sensíveis do ponto de vista da segurança. Locais próximos a escolas, unidades de saúde e espaços com grande circulação de pedestres tendem a receber atenção especial nas análises conduzidas pela pasta.

É por estes critérios que o secretário explica que nem todas as demandas da comunidade resultam em implantação.

— A implantação inadequada de redutores pode gerar riscos à segurança viária, como frenagens bruscas, danos a veículos e aumento de acidentes, além de comprometer a fluidez do tráfego — declara Brusamarello.

Nos últimos 12 meses, 10 redutores de velocidade foram instalados em Flores da Cunha. A Secretaria também chama atenção para o respeito às normas de trânsito, que é apontado como um fator decisivo para a redução de riscos nas vias urbanas.

— A conscientização e o respeito às normas de trânsito são fundamentais. Com o respeito aos limites de velocidade e às regras de circulação, a necessidade de implantação de redutores seria significativamente menor — avalia.

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