O ano letivo começou na Escola Estadual Professor Targa com as mesmas limitações e dificuldades que a comunidade escolar enfrenta há dois anos. O anúncio, no ano passado, do início das obras para recuperar os 40% do educandário que foi interditado por vendavais e chuvas trouxe esperança, contudo os trabalhos ainda não evoluíram.
Salas seguem interditadas, o telhado sobre a cozinha e o refeitório estão em obras, e as turmas foram distribuídas em espaços provisórios adaptados.
— As aulas iniciam, porém, a reforma continua. Ainda temos espaços reduzidos, salas provisórias e áreas interditadas. Mas, com o trabalho do nosso grupo, os alunos serão muito bem acolhidos e atendidos — afirma a diretora Andreia Pegoraro, que acompanha a obra e a reorganização da escola desde o começo.
Com um investimento de R$ 2 milhões, a reforma é feita pela Cisal Construções e tem prazo de 360 dias para execução. Segundo a diretora, a prioridade da empresa é em concluir o telhado sobre a cozinha e o refeitório, etapa considerada essencial para liberar parte da interdição do prédio.
— Desde que a empresa voltou à escola, os trabalhos se concentraram somente nessa parte do telhado — detalha a diretora Andreia.
Mesmo com esse avanço pontual, a ausência de um cronograma para o restante da obra mantém a equipe em alerta.
— A empresa ainda não apresentou o cronograma completo da obra. Não sabemos o que será feito depois de concluída essa parte do telhado. Essa questão nos preocupa muito, pois não temos como nos organizar adequadamente… É sempre uma apreensão — comenta Andreia.
“Não sei definir se a situação melhorou”
A diretora Andreia Pegoraro reconhece que, apesar de algumas intervenções já realizadas, a infraestrutura da escola está longe do ideal.
— Nem saberia definir se a situação da infraestrutura da escola melhorou em relação à volta às aulas do ano passado, pois somente o telhado de duas salas foi substituído. Porém, as mesmas continuam interditadas, já que muitas melhorias ainda precisam ser realizadas para que possam ser ocupadas — explica.
Para minimizar os impactos, professores e equipe administrativa organizaram um esquema de salas provisórias e adaptações de horários. Alunos aprendem em espaços menores, mas a escola se esforça para manter a rotina escolar a mais próxima possível da normalidade.
— Queremos deixar a comunidade escolar muito tranquila, pois continuaremos fazendo o nosso trabalho da melhor maneira possível e, como sempre costumo repetir, a Escola Targa não escolhe alunos, a Escola Targa acolhe alunos! — reforça a diretora.
Apesar das limitações, a volta às aulas é recebida com alívio por pais, estudantes e professores, que buscam retomar a normalidade após meses de incerteza. Para a direção, cada dia de ensino é uma conquista, mesmo em meio a um cenário de obras inacabadas.
— A prioridade é que os alunos sintam que estão sendo bem atendidos, que a escola está funcionando e que todos têm o espaço necessário para aprender — conclui Andreia.

