Home Destaque “Ninguém é concorrente”, reforça nova presidente do Conselho de Turismo de Flores da Cunha

“Ninguém é concorrente”, reforça nova presidente do Conselho de Turismo de Flores da Cunha

A sommelier Cimara Stoquero foi eleita presidente do Comtur para a gestão 2026/2027

Com o otimismo de quem quer aprender e ajudar, Cimara Stoquero, 36 anos, foi eleita a presidente do Conselho Municipal de Turismo (Comtur) de Flores da Cunha para a gestão 2026/2027. Sua expectativa é dar continuidade ao plano de ações do Conselho e consolidar o calendário de eventos do município.

Cimara é sommelier e administradora da Vinícola Slaviero e da Slaviero Uvas, braço voltado ao turismo rural em Travessão Carvalho. Há seis anos, ela compõe a diretoria da Rota Otávio Rocha – Vila Colonial, sendo a atual vice-presidente.

O Florense: Como surgiu a oportunidade de assumir a presidência do Comtur?
Cimara Storquero: Entrei no Comtur como representante da Rota de Otávio Rocha. Fui adquirindo mais conhecimento e me envolvendo cada vez mais nas discussões. Com isso, surgiu a oportunidade de concorrer à presidência. Os colegas sempre comentam que eu sou bastante participativa, gosto de aprender e aproveito todas as oportunidades. Acho que as pessoas perceberam esse empenho e esse envolvimento real com o conselho.

Qual é a missão do Comtur?
É um conselho que une o poder público e o setor privado. Trabalhamos a partir de um plano estruturado pelo método DTI, que é o Destino Turístico Inteligente. Dentro desse plano, existem várias ações que são executadas mensal ou anualmente, conforme o projeto. O conselho é formado por representantes da hotelaria, gastronomia, artesanato e das rotas turísticas. Tudo é discutido coletivamente, buscando a melhor estratégia para cada demanda.

É um plano de longo prazo?
O plano já tem diretrizes alinhadas até 2027. A partir dele, seguimos atendendo as demandas, sempre com foco na divulgação: como divulgar, onde divulgar e de que forma posicionar Flores da Cunha no turismo.

Quais as perspectivas para 2026?
A ideia é fortalecer cada vez mais o turismo e o enoturismo, valorizando nosso calendário de eventos, que é fortemente baseado na uva e no vinho. O objetivo é atrair visitantes, gerar renda para a população e fortalecer o reconhecimento de Flores da Cunha como destino turístico.

A proposta para tornar Flores da Cunha a Capital Nacional da Vindima ajuda nesse processo?
Com certeza. Esse reconhecimento reforça a valorização do nosso trabalho. Somos o maior produtor de vinhos do país e temos a maior vindima em uma única safra. É um reconhecimento do esforço coletivo e da união de todos os envolvidos no setor.

Quais são os principais desafios do turismo em Flores da Cunha?
Um dos pontos mais comentados é a falta de leitos, o que acaba limitando um pouco o crescimento. Mas já existem movimentos positivos, como a ampliação de hotéis e novos empreendimentos surgindo. São passos importantes para atender melhor à demanda.

Como avalia a adaptação da cidade a este turismo crescente?
Acredito que o turismo sempre existiu, mas antes era menos divulgado. No nosso caso (da vinícola Slaviero), por exemplo, a empresa existe há 58 anos e sempre trabalhou com turismo, mas nem todos sabiam. Agregar valor ao que já se faz é benéfico tanto para o empreendimento quanto para o município. O turismo é uma cadeia: o visitante não consome apenas em um lugar, ele movimenta farmácia, mercado, posto de combustível, restaurantes. Todo mundo ganha.

Quem é o turista que visita Flores da Cunha?
Considero turista qualquer pessoa que vem de fora do município, inclusive moradores da região que visitam lugares diferentes dentro da cidade. Na Slaviero, recebemos muitos visitantes da Região Metropolitana e do Vale dos Sinos, além de Santa Catarina e Paraná. Aos poucos, estamos atraindo um público nacional e até internacional. O turista vem em busca de experiências, e Flores da Cunha oferece isso.

O que o Comtur está buscando como novidade no curto prazo?
Estamos fortalecendo o calendário de eventos, com a ideia de ter praticamente um evento por mês. Começamos com a Abertura Nacional da Vindima, teremos a Fecouva, o Festival do Suco de Uva, o Festival do Menarosto, o Festival dos Espumantes de Altos Montes, entre outros. Também valorizamos eventos tradicionais, como o Festival do Agnolini. São experiências que, para nós, fazem parte do cotidiano, mas para quem vem de fora são únicas.

A Vindima passa a ser vista como um novo período de alta temporada?
Sim. A ideia é valorizar ainda mais esse período, criando experiências ligadas à colheita da uva. Na Slaviero, por exemplo, já trabalhamos há anos com o “Colhe e Pague”, em que o visitante tem a oportunidade de colher a própria uva. Quanto mais experiências ligadas à uva e ao vinho, mais conseguimos valorizar nosso principal produto e fortalecer o turismo coletivo.

Ainda persiste a ideia de concorrência pelo turista?
Isso vem mudando. Hoje está cada vez mais claro que ninguém é concorrente, todos são parceiros. Dificilmente uma pessoa viaja para visitar apenas um empreendimento. Quanto mais opções existirem, mais atrativo o destino se torna. É mais fácil alguém visitar dez vinícolas e comprar uma garrafa em cada uma do que ir a uma só e comprar dez. Esse pensamento coletivo fortalece todo o turismo de Flores da Cunha.

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